0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro em agenda com Ricardo Nunes na zona leste de São Paulo — Foto: Reprodução/Instagram O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, marcou atos de campanha em São Paulo para esta quinta-feira (20), com visitas na zona leste acompanhado do prefeito Ricardo Nunes (MDB). São as primeiras agendas de rua do presidenciável na cidade desde o início oficial da campanha. A região metropolitana da capital é considerada estratégica pela candidatura para a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT. A agenda, ao longo da manhã desta quinta, incluiu uma visita ao Mercado Municipal de São Miguel Paulista e ao Armazém Solidário, criado pela gestão Nunes. Na sequência, foi programada a ida do candidato ao Clube da Comunidade (CDC) Waldemar Moreno, na Vila Formosa. As atividades tiveram a participação de integrantes da prefeitura, além de aliados do grupo político e candidatos de partidos de direita. Nunes atua na linha de frente da campanha de Flávio no Estado e vem organizando agendas para o presidenciável. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, também é aliado do candidato do PL no Estado. Na agenda de campanha de Tarcísio desta quinta, divulgada por sua assessoria, constava pela manhã a participação dele na sabatina promovida pelo Valor, jornal O Globo e CBN, a partir das 10h30. Um grupo protestou contra Tarcísio e contra Flávio do lado de fora do Mercado Municipal de São Miguel Paulista. Os manifestantes seguravam cartazes com "fora, Tarcísio" e críticas ao "pedágio mais caro do Brasil", além de mensagens contra Flávio, como "rachadinha é crime" e "o Brasil merece respeito, não mais corrupção". Outra faixa questionava "onde estão os R$ 61 milhões?", em referência aos recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse". Alguns dos manifestantes responderam a jornalistas que não têm relação com movimentos sociais ou partidos e que moram em bairros da zona leste. Eles acusaram Tarcísio de "destruir" o Estado e associam a gestão a problemas como violência policial, cobrança de impostos, "menos serviços e menos investimentos", de acordo com os cartazes. O grupo não cruzou diretamente com Flávio, que entrou no mercado por uma via lateral e foi recebido por apoiadores. A campanha de Flávio concentra esforços em São Paulo e intensificou a presença dele no Estado, onde há expectativa de que Tarcísio — que está na liderança das pesquisas para o governo e pode vencer ainda no primeiro turno — consiga ajudá-lo com transferência de votos. Nas palavras de um conselheiro do presidenciável, "a eleição está em São Paulo", já que a disputa contra Lula segue equilibrada e poderá ser decidida por uma fatia minúscula de votos. O Estado é o maior colégio eleitoral do país, com 21,4% do eleitorado nacional e 34,1 milhões de pessoas aptas a votar em outubro. A avaliação no entorno de Flávio é que a capital paulista e a região metropolitana concentram um número elevado de eleitores, com potencial até mesmo para decidir o pleito. O esforço é para evitar o avanço de Lula, que tende a ter desempenho melhor nessas áreas, , segundo as pesquisas, compensando a rejeição que sofre no interior do Estado. Somente a capital possui 9.135.407 votantes, 26,7% do eleitorado estadual e o quinto maior eleitorado do país.