Com Paula Beer, drama que combina suspense e uma atmosfera de sonho para abordar luto, trauma e relações familiares confirma a elegância e o talento do diretor alemão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Mirrors no. 3', de Christian Petzold: Bonequinho aplaude de pé — Foto: Arte/O Globo Christian Petzold é um dos diretores mais consistentes da atualidade, mas seu cinema ainda é pouco reconhecido. Seu 11º filme, “Mirrors no. 3”, marcou sua estreia em Cannes, em 2025, na mostra paralela Quinzena de Cineastas. É pouco para um diretor de tamanho talento. Para sorte dos brasileiros, a maioria de seus longas foi lançada no país, como é o caso, agora, de “Mirrors no. 3”. Os espelhos do título são uma constante no cinema de Petzold, que frequentemente fala de identidade, muitas vezes com personagens como símbolos da própria Alemanha. Foi assim com a sobrevivente de um campo de concentração em “Phoenix” (2014) e com um refugiado no filme “Em trânsito” (2018), dois de seus melhores trabalhos. Em “Mirrors no. 3”, sua musa, Paula Beer, interpreta Laura, uma estudante de música depressiva que sofre um acidente de carro. Ela é acolhida por Betty (Barbara Auer), que vive sozinha em uma casa na beira da estrada cheia de coisas quebradas. Betty tinha feito contato visual com Laura pouco antes da tragédia. A trama se desenrola em um misto de drama e suspense, com as duas mulheres desenvolvendo uma relação de mãe e filha rapidamente. Mas Betty tem segredos, incluindo um relacionamento complicado com o marido e o filho. Petzold, como sempre, filma com economia, elegância e uma atmosfera de sonho essa história misteriosa de luto, trauma e família disfuncional, apoiado pelo talento de Beer e atuações sólidas do resto do elenco. É imperdível, assim como o resto de sua obra, quase inteiramente disponível em streaming. Cotação: Bonequinho aplaude de pé
Exibido em Cannes, 'Mirrors no. 3', de Christian Petzold, é 'imperdível'; entenda por quê
Com Paula Beer, drama que combina suspense e uma atmosfera de sonho para abordar luto, trauma e relações familiares confirma a elegância e o talento do diretor alemão






