País convocará embaixador israelense para protestar contra recusa em investigar incidente e pediu ao enviado de Canberra a Israel que 'transmita opiniões diretamente' ao governo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trabalhadora humanitária australiana, Lalzawmi Frankcom foi morta em Gaza junto de colegas em ação das forças de segurança locais — Foto: Reprodução A Austrália expressou sua "indignação" nesta quinta-feira com a decisão de Israel de encerrar a investigação criminal sobre a morte da trabalhadora humanitária australiana Lalzawmi "Zomi" Frankcom e seus colegas em Gaza. Lalzawmi estava entre os sete trabalhadores humanitários da ONG World Central Kitchen mortos em abril de 2024, quando seu comboio de ajuda humanitária foi atingido por engano durante um ataque aéreo israelense. As mortes provocaram indignação global e pedidos de garantias para a segurança dos trabalhadores humanitários em Gaza. A Austrália convocará o embaixador israelense Hillel Newman para protestar contra a recusa em investigar o incidente e pediu ao enviado de Canberra a Israel que "transmita nossas opiniões diretamente" ao governo, disse a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, em um comunicado. "O governo australiano soube da decisão israelense ontem à noite, momentos antes de ser anunciada no Dia Mundial da Ajuda Humanitária, o que é particularmente insultante para os entes queridos de Zomi, para os trabalhadores humanitários e para todos os australianos", disse Wong. "O exército israelense anunciou na quarta-feira que não investigaria o caso, embora o governo israelense tenha reconhecido que a morte foi um erro. Essa decisão está muito aquém da responsabilização que esperamos”, disse Wong. Caminhões com ajuda humanitária chegam à Faixa de Gaza 1 de 10 Caminhões de ajuda humanitária que entram no campo de refugiados de Nusseirat, no centro da Faixa de Gaza, passam por tendas usadas como abrigos temporários por palestinos deslocados — Foto: EYAD BABA / AFP 2 de 10 Um caminhão de ajuda humanitária que entra no campo de refugiados de Nusseirat, no centro da Faixa de Gaza — Foto: EYAD BABA / AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Caminhões de ajuda humanitária entrando no campo de refugiados de Nusseirat, no centro da Faixa de Gaza — Foto: EYAD BABA / AFP 4 de 10 Palestinos deslocados andam em uma carroça com seus pertences enquanto passam pelo campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza — Foto: EYAD BABA / AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Palestinos deslocados que retornam à Cidade de Gaza são conduzidos por tendas usadas como abrigos temporários no campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza — Foto: EYAD BABA / AFP 6 de 10 Palestinos deslocados passam pelo campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, enquanto retornam à Cidade de Gaza com seus pertences — Foto: EYAD BABA / AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Terra arrasada: Vista área do que era uma das áreas mais populosas e movimentadas da Cidade de Gaza — Foto: AFP 8 de 10 Rumo à destruição: Palestinos voltam para a Cidade de Gaza e encontram a mais completa destruição de habitações e infraestrutura basica — Foto: AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Defesa Civil de Gaza diz que encontrou 55 cadáveres após retirada de tropas de Israel — Foto: Omar Al-Qattaa/AFP 10 de 10 As agências internacionais estão à espera de despejar ajuda em Gaza, na esperança de que um cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e o Hamas lhes permita pôr fim à fome que assola partes do território. — Foto: AFP X de 10 Publicidade Refugiados retornam após cessar-fogo e encontram apenas ruínas no lugar de suas casas em meio à devastação Após seu encontro com o ministro, o enviado israelense Newman disse a repórteres em Canberra que expressou sua “profunda tristeza e pesar” à família de Lalzawmi, mas insistiu que seu país não tinha intenção de atacar o comboio. “A decisão foi de que não havia responsabilidade criminal. Devemos respeitar essa conclusão”, afirmou.