A ONG de direitos humanos Cubalex afirmou, em relatório divulgado nesta terça-feira (18), que o primeiro semestre de 2026 em Cuba foi marcado por um "aumento sem precedentes" nos protestos e, consequentemente, na repressão na ilha.
De acordo com a organização, fundada em 2010 em Havana e exilada nos Estados Unidos desde 2017, houve 766 protestos ao longo do período, incluindo 253 no mês de junho —este último número sendo um pico desde que a entidade começou a monitorar esses eventos na ilha, em 2022.
As violações de direitos humanos também aumentaram, segundo a ONG: foram 1.894 de janeiro a junho, uma média de dez por dia. Para comparação, foram registrados 1.279 eventos do tipo no semestre anterior, ou sete por dia. Trata-se de um aumento de 48%.
Os números, de acordo com a própria organização, refletem "tanto uma expansão da capacidade de monitoramento da Cubalex quanto sinais convergentes de intensificação da repressão".
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