Dirigido por Helio Goldsztejn, longa entra em circuito nacional nesta quinta-feira (20) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Amelia Toledo: Lembrei que Esqueci' — Foto: Divulgação A pintora, escultora, desenhista, designer e educadora Amelia Toledo, que morreu em 2017 aos 90 anos, deixou sua assinatura na arte brasileira com criações superlativas. A vida e a obra dessa artista, considerada ousada e inovadora em múltiplas linguagens e suportes diversos, é o foco do documentário “Amelia Toledo - Lembrar de Não Esquecer”. Dirigido por Helio Goldsztejn (“Aqueles Dias” e “Tomie Ohtake”), o longa-metragem, que entra em circuito nacional nesta quinta-feira (20), percorre a intimidade de seu ateliê -- que também era a sua casa -- e sua vida por meio de depoimentos de amigos, artistas e familiares, uma marca nos filmes do diretor. A desenvoltura de Toledo era tamanha na arte, que ia do desenho de joias à escultura, testando materiais vários, como acrílico, chapas de metal, pedras e conchas. Segundo Goldsztejn, Toledo foi era precursora de uma arte “sustentável”, ao utilizar materiais reaproveitados e experimentar novas linguagens. Toledo esteve no meio de outros gigantes: foi aluna de Anita Malfatti, conviveu com Hélio Oiticica, Lígia Pape e Waldemar da Costa, além de ter trabalhado com o arquiteto Vilanova Artigas. Nascida na capital paulista, também foi professora no Mackenzie, na Faap e na Universidade de Brasília. O golpe militar de 1964 interrompeu sua trajetória no Brasil, levando-a a Portugal com a família, por um breve período. O filme estreia em salas de Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). A produção teve sua sua première mundial na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.