Em visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, o presidente criticou a falta de continuidade orçamentária para projetos estratégicos e defendeu tratamento especial à construção do submarino brasileiro com propulsão nuclear 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar (Cina), nesta quarta-feira (19), em Iperó (SP) — Foto: Facebook/@Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil deve avançar no domínio do ciclo nuclear e defendeu o enriquecimento de urânio para fins pacíficos, inclusive com possibilidade de exportação. “Que a gente possa enriquecer urânio para fins pacíficos, como estabelece a nossa Constituição. Enriquecimento do urânio, até para exportar para países com fins pacíficos”, disse Lula durante a visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar (Cina), da Marinha, em Iperó, no interior de São Paulo. Além do presidente, participaram da agenda o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Marcos Antonio Amaro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. Lula afirmou que o desenvolvimento de programa nuclear no Brasil e a construção do submarino de propulsão nuclear são importantes para o domínio tecnológico brasileiro e para a produção de urânio. Mucio anunciou que devem ser construídos três submarinos, mas não anunciou a previsão de conclusão e de início de atividade. O presidente também criticou a falta de continuidade orçamentária para projetos estratégicos como esse e defendeu que a construção do submarino com propulsão nuclear receba tratamento especial. Durante a visita, o presidente ainda afirmou que a criação do submarino pode colaborar na perfuração da reserva de petróleo na Margem Equatorial, a qual foi anunciada publicamente na segunda-feira (17). “Ainda vamos cavar mais mil metros. Quem sabe o submarino possa ajudar a cavar mais mil metros”, disse. No início da semana, a Petrobras anunciou a presença de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A companhia, porém, ainda não informou o volume da descoberta nem se a reserva apresenta viabilidade comercial.