"Informações recentes de satélite e radar indicam que Lala se fortaleceu", informou o NWS no boletim mais recente, divulgado às 10h no horário local (16h em Brasília). Naquele momento, o furacão estava a 135 quilômetros a sudeste de Big Island, uma das oito principais ilhas do arquipélago do Pacífico. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, os ventos máximos sustentados chegaram a 120 Km/h, o que classifica Lala como furacão de categoria 1. Leia mais Agora no g1 Aeroportos e portos fechados O Departamento de Transportes do Havaí informou que fechou o Aeroporto Internacional de Hilo e que fecharia às 14h no horário local o Aeroporto Internacional Ellison Onizuka, em Kona. O órgão também fechou os portos comerciais da Ilha do Havaí, do condado de Maui e de Kauai. Um alerta de furacão estava em vigor para o condado do Havaí, que abrange a Big Island. As ilhas de Maui, Molokai e Kahoolawe, a noroeste, estavam sob alerta de tempestade tropical. "São esperadas chuvas significativas, ventos fortes, ondas perigosas e inundações localizadas", alertou o NWS. O órgão acrescentou que também podem ocorrer deslizamentos de terra. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) informou que a Ilha Grande pode registrar mais de 600 milímetros de chuva e uma maré de tempestade com "ondas perigosas". Antes de Lala virar furacão, uma estação de observação perto de South Point, a 167,6 metros de altitude, já havia registrado vento sustentado de 66 quilômetros por hora e rajada de 102 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões. Mais cedo neste sábado, ainda como tempestade tropical, Lala provocou chuvas fortes em Big Island. As condições adversas podem continuar até domingo (16). A Big Island é a segunda mais populosa do arquipélago, com 210 mil habitantes. Fica atrás de Oahu, onde vivem mais de um milhão de pessoas. Estado de emergência decretado na quinta O governador do Havaí, Josh Green, decretou estado de emergência na quinta-feira (13). Lala "representa uma séria ameaça para nosso estado, particularmente para a Ilha do Havaí, e estamos agindo para garantir que os recursos estejam disponíveis quando forem necessários", afirma Green em comunicado. El Niño e mudança climática Cientistas alertam que a mudança climática, provocada pela dependência da humanidade dos combustíveis fósseis, aumentou a frequência e a intensidade de eventos extremos.