Aos domingos, Ana Júlia Saint Martin, 17, tenta deixar de lado a rotina que ocupa boa parte dos outros dias da semana. Aluna do terceiro ano do ensino médio, entre aulas e estudos individuais, ela se prepara para os vestibulares da USP e da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), com o objetivo de entrar no curso de direito. Nos fins de semana, ainda há espaço para simulados e provas, além do descanso necessário.
Em meio à rotina de estudo, os pais se tornaram parte do processo. Mas o apoio, na família, não significa perguntar sempre se ela já estudou ou cobrar mais horas de dedicação. Quando percebem que a filha está cansada, Camila Saint Martin, 45, e Darlan Oliveira, 51, fazem o contrário e recomendam que ela desacelere.
"Eles sempre me incentivaram nos estudos, mas também sempre incentivaram que eu me cuidasse", conta Ana Júlia. "Quando eles percebem que eu estou muito cansada, falam: ‘Filha, desacelera, tira um tempo para você’."
A estudante Ana Júlia Saint Martin, 17, com os pais, Camila Saint Martin e Darlan Oliveira, em uma sala de aula da escola Elite Rede de Ensino, no Rio de Janeiro - Tércio Teixeira /Folhapress
A experiência da estudante ajuda a ilustrar um dos desafios das famílias na preparação para o vestibular, que é encontrar um ponto de equilíbrio entre participar da rotina dos filhos e não aumentar a pressão de um período já marcado por expectativas, insegurança e autocobrança.











