Flávio passou a registrar a maior intenção de voto nesse grupo, no qual também cresceu o percentual de pessoas que avaliam mal o governo do pestista 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro e Lula trocam candidaturas nos estados por apoio — Foto: Maria Isabel Oliveira e Brenno Carvalho / Agência O Globo Dados da nova pesquisa Quaest — a primeira contratada pela TV Globo e pelo jornal O GLOBO, divulgada nesta sexta-feira — mostram que os eleitores independentes, grupo com potencial para decidir as eleições presidenciais deste ano, ficaram mais longe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se aproximaram do senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento aponta que uma fatia maior desse segmento passou a declarar voto no candidato de oposição no segundo turno e a avaliar negativamente o governo. Os independentes correspondem a um terço dos eleitores do Brasil e são considerados fundamentais para decidirem o pleito, já que, sem eles, nem Lula nem Flávio conseguem alcançar uma maioria de eleitores. Além disso, como são voláteis, podem pender para qualquer um dos dois lados da polarização. No entanto, é o grupo de identificação política, neste momento, com mais pessoas nada interessadas nas eleições (33%) ou pouco interessadas (47%, nesse caso empatado com a esquerda não lulista). A pesquisa indica que a intenção de voto dos independentes no segundo turno em Flávio avançou de 30% para 35% em menos de dez dias. Já a de Lula foi de 33% para 29% nesse mesmo período. Embora todas as movimentações estejam dentro da margem de erro para o grupo, que é de quatro pontos percentuais, todas as oscilações favoreceram o bolsonarista. O grupo também registra os maiores percentuais de brancos, nulo e de quem não vai votar (27%) e de indecisos (9%). Além disso, é a primeira vez desde maio de 2026, entre os independentes, que a fatia dos que avaliam negativamente o governo (36%) superou a dos que o veem como regular (34%), contra 26% de positivo. Outro sinal de dificuldades para o petista é que entre junho e essa sexta-feira avançou de 45% para 48% a quantidade desses eleitores que desaprova a gestão de Lula. Por fim, 58% desse recorte enxergam que o Brasil está indo na direção errada, ante apenas 28% que entendem estar na correta. O próprio perfil desse grupo demonstra o desafio de Lula entre os independentes. Pouco mais de um terço se diz de centro (36%), e apenas 9% se declaram como de esquerda, enquanto 51% afirmam que são conservadores. A Quaest também mostra que a maior preocupação dos independentes é a violência — a mesma de todos os grupos políticos —, uma das áreas em que o governo Lula é mais mal avaliado. Já em educação (9%) e problemas sociais (10%), duas áreas nas quais o petista tende a ser mais forte, estão no menor nível de preocupação do grupo. Apesar das dificuldades, a rejeição dos independentes a Lula e Flávio está praticamente empatada – 60% e 59%, respectivamente. Além disso, 37% do segmento dizem ter mais medo da família Bolsonaro voltar do que de Lula se reeleger (35%). Disputa apertada No cenário geral, a pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira mostra Lula com 43% das intenções de voto em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marca 40%. Outros 13% indicam desejo de votar em branco, nulo ou de não comparecer às urnas, e 4% se dizem indecisos. Trata-se de uma oscilação positiva para Flávio na comparação com a pesquisa anterior. Hoje de três pontos, a diferença entre Lula e o candidato do PL era de cinco no levantamento do início do mês e de oito em julho. O resultado de agora configura empate técnico, o que ilustra a recuperação do filho de Jair Bolsonaro depois do baque sofrido com a revelação de conversas com Daniel Vorcaro, do Banco Master. As mensagens vieram à tona em meados de maio. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A sondagem foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.
Quaest: Lula vê piora de desempenho entre eleitores independentes, apontados como decisivos na escolha do presidente
Flávio passou a registrar a maior intenção de voto nesse grupo, no qual também cresceu o percentual de pessoas que avaliam mal o governo do pestista











