Newsletter semanal do jornalista Thiago Prado conta que senador está estudando se deixa a punição ocorrer ou se pede para sair da sigla antes de declarar apoio ao ex-prefeito; e recomenda o filme 'O convite' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Romário Bom dia, boa tarde, boa noite, a depender da hora em que você abriu esse e-mail. Sou o editor de Política e Brasil do GLOBO e nessa newsletter você encontra análises, bastidores e conteúdos relevantes do noticiário político. Depois de desobedecer o PL nas eleições de 2024 ao apoiar Eduardo Paes (PSD) e Rodrigo Neves (PDT) para as prefeituras de Rio e Niterói contra os correligionários Alexandre Ramagem e Carlos Jordy, o senador Romário mais uma vez deseja ser infiel ao seu partido. Em conversas com aliados essa semana, afirmou que quer apoiar Paes para governador na disputa contra o deputado estadual Douglas Ruas (PL). O problema é que, desta vez, o PL do Rio não está disposto a aceitar o movimento. Baseado em uma resolução aprovada no ano passado pela Executiva Nacional do partido que proíbe filiados com mandato eletivo de apoiarem candidatos de outras legendas, a sigla agora ameaça expulsar o parlamentar. Ciente da insatisfação, Romário agora está estudando se deixa a punição ocorrer ou se pede para sair do partido antes de declarar apoio a Paes. O ex-jogador e o PL não falam a mesma língua desde a campanha de 2022, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro declarou apoio ao ex-deputado federal Daniel Silveira, então filiado ao PTB, para o Senado. Romário venceu aquela eleição com 2,3 milhões de votos, mas Silveira obteve 1,5 milhão de votos mesmo tendo sido tornado inelegível pela Justiça Eleitoral. O ex-parlamentar — condenado por ameaça ao estado democrático de direito — chegou a aparecer como opção na urna para o eleitor, mas sua votação foi anulada. Desde que Lula assumiu, Romário não se alinhou a opiniões do PL no Congresso. Em 2023, o senador votou contra uma PEC que limitava os poderes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), agenda defendida pelo bolsonarismo assim como o impeachment de integrantes da Corte. Há dois meses, Romário se posicionou a favor do fim da escala 6x1, uma das principais apostas do governo Lula para alavancar a popularidade no segundo semestre. Mesmo sem ir para o PSD, Romário espera ter espaço para indicações em uma secretaria estadual de Esportes de um futuro governo Paes. Nos últimos dois anos, a boa relação com o grupo político ligado ao ex-prefeito garantiu ao senador patrocínios a torneios cariocas de futevôlei — o esporte é a sua paixão desde os tempos de atleta. No ano passado, um projeto de lei da sua autoria foi aprovado no Senado reconhecendo o futevôlei oficialmente como modalidade esportiva. O rompimento de Romário com o PL também mira a eleição de 2030, quando o senador completará 16 anos na Casa. Uma vaga apenas estará em disputa e, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) perca a eleição presidencial este ano, também desejará o posto. Na avaliação de aliados de Romário, a prioridade na legenda seguirá da família Bolsonaro, e não do ex-jogador. O posicionamento de Romário na corrida ao Planalto ainda é uma incógnita. No ano passado, um vídeo falso circulou nas redes bolsonaristas atribuindo ao senador frases falsas de apoio a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. Em nota, ele se manifestou negando as declarações, mas nunca deixou claro quais as suas opiniões sobre o terceiro mandato do petista e das decisões do STF contra Bolsonaro. — Não quero saber de que partido ele está. Eu gosto da irreverência dele e do jogador de futebol que ele foi. — disse, em entrevista ao “Sem Censura”. Recomendo 'O Convite" O bonequinho aplaudiu sentado, eu aplaudo de pé o novo filme de Penélope Cruz em cartaz nos cinemas. Vejo potencial em uma possível briga por Oscar no ano que vem. Vale para quem é casado, para quem é solteiro, todo mundo vai se divertir em duas horas de duração. A história: um casal em crise decide receber para jantar em casa os excêntricos vizinhos do andar de cima. O ponto forte do roteiro está nos diálogos tendo como pano de fundo o casal infeliz que implica entre si nos míseros detalhes e a outra dupla barulhenta a quatro paredes quando faz sexo e promove orgias. Como escreveu o colega Marcelo Janot, me senti assistindo a um filme da fase mais afiada do Woody Allen: "O elenco é o ponto alto, com Seth Rogen quase como um alter ego do Woody Allen dos bons tempos, aquele que traduziu como ninguém, em filmes como "Manhattan" e "Hannah e suas irmãs", os problemas existenciais de casais burgueses". A atriz Olivia Wilde, que interpreta Angela, a esposa infeliz, é a responsável pela direção de "O Convite". A crítica do G1 enaltece o trabalho dela: "A direção conduz bem as dinâmicas entre os personagens, que se atraem e se repelem ao longo da noite. Você se vê inserido em um jantar muitas vezes intenso, que raramente perde o ritmo e te mantém curioso até o fim. Não é tanto o desfecho que atrai, mas como as interações se desenrolam: eles vão brigar mais? O que os imprevisíveis vizinhos vão falar em seguida? Tá rolando um clima aqui? Com o auxílio da presente trilha de Dev Hynes (Blood Orange), composta principalmente de cordas de violoncelo, até as falas mais "comuns" ganham tons de suspense".
Jogo Político: Romário quer trair PL para apoiar Paes, mas pode acabar expulso
Newsletter semanal do jornalista Thiago Prado conta que senador está estudando se deixa a punição ocorrer ou se pede para sair da sigla antes de declarar apoio ao ex-prefeito; e recomenda o filme 'O convite'






