Medo de tsunami após recuo do mar tem provocado evacuações em massa na área do epicentro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipes de resgates procurando por vítimas nos escombros do porto Pelabuhan Laurentius Say, em Maumere, na Indonésia — Foto: ARNOLD WELIANTO/AFP O número de mortos devido ao terremoto de 7,7 de magnitude que atingiu a Ilha de Flores, na Indonésia, neste sábado (15), já chega a, pelo menos, 20. A informação foi fornecida por um oficial dos serviços de emergência locais à agência AFP. — Dos relatórios que recebemos, 20 pessoas morreram, seis estão feridas e duas ainda estão soterradas. — confirmou Fathur Rahman, membro da equipe de resgate de Maumere. Ele falou a jornalistas por telefone, enquanto estava em um barco, a caminho do local da tragédia. Estrutura do porto em Maumere, na Indonésia, ficou parcialmente destruída com o terremoto de 7,7 de magnitude — Foto: ARNOLD WELIANTO/AFP O foco dos socorristas está em localizar as vítimas desaparecidas sob os escombros, informou Fathur. No entanto, equipes encontram dificuldades devido aos deslizamentos de terra que fecharam diversas estradas. Evacuações em massa acontecem por toda a região de Nagekeo, a área mais próxima ao epicentro. Moradores procuram terreno mais alto à medida que o mar recua – o que pode ser sinal da chegada de um tsunami, observaram equipes da AFP. Famílias do vilarejo de Talibura foram vistas fugindo de suas casas para procurar abrigos seguros após o terremoto na Indonésia — Foto: ARNOLD WELIANTO/AFP Apesar de o alerta para tsunamis ter sido suspenso por autoridades, moradores ainda são orientados a não retornar ao local, já que prédios estariam danificados e novos tremores posteriores ao terremoto – o mais forte até então, de magnitude 6,1 – podem levar a desabamentos. Como a tragédia começou O epicentro do tremor, registrado às 5h58 locais (18h58 de sexta-feira no horário de Brasília) em baixa profundidade ao largo da ilha de Flores, ocorreu a 68 quilômetros da cidade de Ende, na província de Nusa Tenggara Oriental, segundo o USGS. O abalo foi seguido por outros tremores na mesma região. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), esses eventos são normalmente réplicas provocadas por pequenos ajustes ao longo da falha geológica que se deslocou durante o terremoto principal. Casas danificadas são vistas após um terremoto de magnitude 7,0 em Ruteng, Manggarai, na província de Nusa Tenggara Oriental, em 15 de agosto de 2026. — Foto: SELO / AFP A magnitude informada ainda pode ser revisada pelos sismólogos à medida que novos dados forem analisados. As informações adicionais também podem levar os especialistas a atualizar os mapas que indicam a intensidade do tremor. Foram registradas três réplicas, de magnitudes 5,9, 5,6 e 6,1, na sequência. Réplicas podem ocorrer durante dias, semanas ou até anos depois de um terremoto. Embora geralmente sejam menores que o abalo inicial, algumas podem atingir magnitude semelhante ou até superior. Esses tremores também podem provocar novos danos em áreas que já tenham sido afetadas pelo terremoto principal. O abalo mais recente ocorre após um tremor de magnitude 7,4 atingir o oeste da Colômbia na segunda-feira, causando danos generalizados. Em junho, terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 deixaram mais de 5 mil mortos na Venezuela. Alerta para tsunami e evacuações A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG) inicialmente alertou para a possibilidade de o tremor gerar ondas de tsunami, além de pedir aos moradores das áreas costeiras da ilha de Flores para evacuar imediatamente o local em direção a regiões mais altas. — Recomendamos fortemente às comunidades ao longo da costa norte de Flores e das áreas do sul, nas ilhas meridionais e em toda a região sul, que realizem uma autoevacuação imediata — declarou Abdul Muhari, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia (BNPB). Prédio parcialmente destruído em Ruteng, Manggarai, após o terremoto na Indonésia — Foto: SELO/AFP Os residentes devem “afastar-se da costa, deslocando-se para mais de dois quilômetros para o interior ou para áreas montanhosas com mais de 10 metros de altitude”, disse Muhari à emissora local Kompas TV. A Indonésia e os países vizinhos registram terremotos com frequência devido à localização no chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, uma área de intensa atividade sísmica que se estende do Japão pelo Sudeste Asiático e ao longo da bacia do oceano Pacífico. No início de julho, um terremoto de magnitude 6,2 atingiu o leste do arquipélago, sem causar vítimas nem danos significativos. Em 2018, cerca de 2.200 pessoas morreram em Palu, cidade de aproximadamente 400 mil habitantes e capital da província de Sulawesi Central, após um terremoto de magnitude 7,5 seguido por um tsunami. Com informações de AFP e The New York Times.