Companhia registrou geração de caixa de R$ 272 milhões no segundo trimestre 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A geração de caixa da Cyrela no segundo trimestre, de R$ 272 milhões, foi um dos destaques do balanço da incorporadora. Em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (14), o diretor financeiro e de relações com investidores Miguel Mickelberg afirmou que o valor está acima do esperado para o ano. De janeiro a junho, a Cyrela apresentou R$ 406 milhões em geração de caixa, revertendo queima de R$ 320 milhões na primeira metade de 2025. Esse caixa abre espaço para que a empresa retorne ao acionista os ganhos com a potencial venda de sua torre corporativa Oscar Freire e de participação em quatro galpões logísticos. A companhia assinou no início do mês um memorando de entendimentos não vinculante com a gestora TRX, no valor de R$ 2,14 bilhões. Segundo Mickelberg, o prazo para concretização do negócio é de até 105 dias, e a companhia “tem confiança” de que a transação será realizada. Confira os resultados e indicadores da Cyrela e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Com o caixa forte, se houver essa entrada não-recorrente de recurso, “teremos espaço para otimizar a estrutura de capital e dar retorno para o acionista”, afirmou o executivo, seja por dividendos, recompra de ações ou resgate de ações preferenciais. “Ainda não temos definição”, disse. A geração de caixa no trimestre foi beneficiada por dois efeitos não-recorrentes: a venda de um terreno, cujo valor a companhia recebeu quase que inteiramente no trimestre, e a entrada de parcela de um ativo que já tinha sido vendido. “A geração de caixa recorrente foi algo de R$ 90 milhões a R$ 100 milhões”, afirmou o diretor. Para o segundo semestre, a expectativa é de que a geração de caixa fique “próxima de neutra ou ligeiramente positiva”. Isso vai depender do desembolso com novos terrenos e da venda de estoque de unidades já prontas, o que tem sido um dos focos da atuação comercial da Cyrela. A margem bruta da companhia subiu 1,6 ponto percentual em um ano, para 34,4%. Segundo Mickelberg, há pouco espaço para um crescimento contínuo dessa margem, “mas podemos vê-la nessa patamar por períodos mais longos”. — Foto: Divulgação/Cyrela