Em meio a níveis recordes de inadimplência e de comprometimento de renda no Brasil, o Nubank conseguiu reduzir o risco de sua carteira, mesmo aumentando os empréstimos. A estratégia surpreendeu positivamente o mercado e levou as açoes do banco a dispararem mais de 10% nesta sexta-feira (14).
Na véspera, a instituição anunciou lucro recorde de US$ 1,061 bilhão (R$ 5,5 bilhões, na cotação do fim de junho) no segundo trimestre deste ano. O resultado é 49% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, e 17% maior do que nos três primeiros meses de 2026. Analistas consultados pela Bloomberg estimavam um lucro de US$ 991 milhões.
No período, o Nubank teve um ganho recorde com empréstimos, medido pela margem financeira líquida, que subiu de 9,5% para 12,4% em três meses, após as provisões com perdas. Ou seja, o banco lucrou 12,4% líquido sobre todo o dinheiro emprestado.
Segundo a instituição, a melhora veio pela expansão em segmentos de maior risco e maior retorno, na contramão dos pares brasileiros. Enquanto os grandes bancos reduzem sua exposição aos créditos sem garantia, dado o cenário de juros e inadimplência em alta, o banco digital aumenta a oferta desses produtos mais lucrativos.












