Presidente nacional do PSDB afirma que cenário em Alagoas segue indefinido; ex-prefeito de Maceió avalia trocar disputa pelo governo por candidatura ao Senado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aécio Neves disse que definição de candidatura de JHC deve ser apenas neste sábado — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados e Reprodução / Instagram O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, se manifestou sobre a incerteza em torno do futuro eleitoral do correligionário João Henrique Caldas, o JHC, indicando que a decisão sobre qual cargo o ex-prefeito de Maceió disputará nas eleições deve ser tomada no último momento. O prazo para o registro das candidaturas termina neste sábado. “Até agora sem definição. Alagoas é diferente... Acho que vai ficar para sábado”, afirmou Aécio, em declaração dada à coluna Radar, da revista Veja, nesta quinta-feira (13). A possibilidade de JHC disputar o Senado ganhou força após seu encontro com Lula, em Brasília, no início desta semana. A reunião ocorreu fora da agenda oficial, horas depois de a Polícia Federal deflagrar uma operação para apurar aportes do instituto de previdência de Maceió no Banco Master durante a gestão do ex-prefeito. Na reunião, JHC disse a Lula que será candidato ao Senado em Alagoas — e não ao governo, como estava encaminhado, de acordo com o blog do colunista do GLOBO Lauro Jardim. Até então, JHC era apontado como um dos principais nomes para disputar o governo de Alagoas contra o ex-ministro Renan Filho (MDB). A guinada faria JHC evitar um embate com a família Calheiros, apoiada por Lula no estado — e que terá Renan Filho como candidato a governador —, mas pode colocá-lo em rota de colisão com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), até então seu aliado, e também postulante ao Senado. Reeleito à prefeitura de Maceió em 2024 pelo PL, JHC se afastou da base do ex-presidente Jair Bolsonaro depois que sua tia, Marluce Caldas, foi nomeada ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por Lula em agosto do ano passado. Incentivado por Lira a se candidatar ao governo de Alagoas, JHC faltou à convenção de seu próprio partido, no último dia 5, que o lançou ao cargo. O novo cenário também pode provocar uma reorganização dentro do grupo de JHC. Marina Candia, esposa do ex-prefeito e até então cotada para concorrer ao Senado, poderia disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Já para o governo de Alagoas, seria necessário encontrar um novo nome para representar o grupo. Entre os nomes mencionados nos bastidores está o da senadora Eudócia Caldas (PSDB-AL), mãe de JHC, embora não exista confirmação de que ela assumiria a missão. O impasse ocorre ainda no momento em que aliados de Lira e de Renan vêm observando os movimentos de JHC nas redes sociais. Em viagens pelo estado, o ex-prefeito tem prometido abrir “um novo capítulo” e promover “mudanças” em Alagoas, sem se apresentar como candidato a governador. Na avaliação de diferentes forças políticas de Alagoas, JHC poderia ter mais chances de vitória em uma disputa pelo Senado do que pelo governo. Para o Senado, o estado elegerá dois representantes em 2026, enquanto apenas um candidato será eleito governador. Na quarta-feira, o Senado aprovou uma mensagem presidencial enviada por Lula que autoriza a prefeitura de Maceió a contrair um empréstimo de US$ 150 milhões com o Banco dos Brics, dirigido pela ex-presidente Dilma Rousseff. A mensagem foi relatada por Eudócia Caldas, que associou a liberação dos recursos à implantação de um corredor BRT com 450 novos ônibus, projeto apresentado como uma das vitrines da gestão de JHC em Maceió.