Deitado no chão, o elefante Gengis Khan luta em vão para se levantar, mas só consegue girar repetidamente sobre si mesmo. A cena desperta o temor de que ele se torne o vigésimo paquiderme da região queniana de Amboseli a sucumbir a um mal misterioso.
Ao seu redor, veterinários injetam glicose, um paliativo diante da falta de respostas sobre o que está matando este jovem macho de 11 anos, com os olhos avermelhados e dificuldade para respirar.
As manadas de elefantes tornaram famosa esta região de savana no sul do Quênia, dominada pelo majestoso Kilimanjaro, a maior montanha da África, do outro lado da fronteira com a Tanzânia.
Desde o fim de junho, pelo menos 19 elefantes, sobretudo fêmeas ou jovens, morreram após apresentar os mesmos sintomas, em particular uma paralisia parcial que os impedia de ficar em pé.
“Eles caminham e respiram com dificuldade, ficam agitados”, descreve Patrick Papatiti, chefe de operações das terras comunitárias de Olgulului, onde fica a reserva de Kitenden B.











