O caso é investigado pelo Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC). Nesta quinta-feira (13), a Polícia Civil deflagrou a Operação Criptoabate, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Segundo o chefe do Departamento de Crimes Cibernéticos, delegado Eibert Moreira, a vítima tinha histórico de investimentos e perfil considerado agressivo, com preferência por ativos de maior rentabilidade. Conforme o delegado, além da herança, a vítima perdeu também parte da rentabilidade que já havia acumulado em investimentos anteriores feitos por meio de uma corretora que operava regularmente no mercado financeiro. 'O corretor sempre desaconselhava para que ela não fizesse esses aportes tão altos em investimentos tão arriscados, só que aí ela acabou retirando o montante que ela tinha com essa corretora, migrando então os valores para essa plataforma falsa', afirmou o delegado. A polícia também identificou 140 possíveis vítimas espalhadas pelo Brasil. Ao todo, 90 ordens judiciais foram cumpridas em três estados. Entre os presos, segundo a Polícia Civil, estão três donos de instituições financeiras que operam conversão para criptomoeda. Também foram presos dois estrangeiros. Um deles, conforme a investigação, é dono de uma das instituições financeiras investigadas. A polícia afirma ainda que uma gerente de uma instituição financeira tradicional e com grande credibilidade nacional e internacional foi presa. Segundo a apuração, ela era responsável por facilitar a abertura de contas operadas pelo grupo criminoso e usadas para pulverizar, em uma primeira camada, os valores transferidos pela vítima. Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados. De acordo com o DERCC, uma das instituições financeiras investigadas movimentou, em um único dia, R$ 295 milhões. A investigação também identificou uma empresa em São Paulo com movimentação atípica de R$ 500 milhões no período investigado. Segundo a polícia, transações suspeitas feitas pelos investigados somam R$ 30 bilhões. De acordo com a polícia, os investigados se passavam por funcionários de uma empresa identificada como TDASX, que fechou após o início das investigações. O g1 tenta contato com os responsáveis pela TDASX, mas não os havia localizado até a última atualização da reportagem. A orientação da polícia é desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas sem credenciais verificáveis e pedidos de novos depósitos para liberar valores que já teriam sido investidos. Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe de falsa plataforma de investimentos; polícia faz operação no RS e em SP — Foto: Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS