1. Retomando: do Dockerfile mínimo a um Dockerfile de verdade

Na segunda parte desta série, um Dockerfile de poucas linhas já foi suficiente para empacotar uma aplicação Python. Isso funciona, mas um Dockerfile escrito sem pensar em camadas e cache de build gera imagens maiores do que precisam ser e builds que demoram muito mais do que deveriam a cada mudança pequena no código. Este artigo aprofunda como o Docker constrói uma imagem por dentro, e como escrever um Dockerfile que tira proveito disso.

2. Como funcionam as camadas (layers)

Cada instrução de um Dockerfile (FROM, RUN, COPY, ADD) que modifica o sistema de arquivos gera uma camada — um diff read-only armazenado separadamente e empilhado sobre as anteriores. A imagem final é simplesmente a soma de todas essas camadas, e o container em execução adiciona uma camada gravável no topo (union filesystem).

Container (camada gravável)