Em entrevista exclusiva ao GLOBO, coronel Sylvio Guerra afirma que mudança no planejamento operacional foi baseada em informações de inteligência sobre movimentações de criminosos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O secretário estadual da Polícia Militar, coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra, afirmou com exclusividade ao GLOBO que a corporação vai manter operações para impedir o avanço do Comando Vermelho (CV) sobre territórios de facções rivais — Foto: Reprodução O secretário estadual da Polícia Militar, coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra, afirmou com exclusividade ao GLOBO que a corporação vai manter operações para impedir o avanço do Comando Vermelho (CV) sobre territórios de facções rivais e conter as disputas entre grupos criminosos. Segundo ele, a estratégia foi reformulada a partir de informações de inteligência que apontaram movimentações para a expansão territorial do CV. Na quinta-feira, 27 batalhões participaram de uma ação em 68 comunidades, com 14 presos e quatro suspeitos mortos em confrontos. Foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas e seis granadas, além de cerca de dez toneladas de entulho retiradas de barricadas, informou a corporação. — A inteligência da Polícia Militar identificou que, atualmente, existe uma busca das facções exatamente pelo domínio e pela ampliação dos territórios dominados. Também observamos que o Comando Vermelho tem buscado, por meio de guerras que aconteceram nos últimos meses, tomar territórios de outras facções, deixando a população em risco diante de conflitos armados — disse o secretário. Segundo Guerra, o foco principal está concentrado no CV. Na semana passada, de acordo com o secretário, ações semelhantes foram realizadas em 80 comunidades de diferentes regiões do estado. — Nós vamos, sim, continuar com todas essas operações, por meio de planejamento, inteligência e tecnologia, para que a gente consiga impedir que as pessoas fiquem em risco diante de conflitos armados e que sejam subjugadas diante do domínio territorial do crime — afirmou. Suspeito de expansão territorial do CV é morto em Guadalupe Um dos quatro homens mortos na operação foi Édison Mattos da Silva, conhecido como Baby Rex. Segundo a PM, ele trocou tiros com policiais do 41º BPM (Irajá), na comunidade Gogó de Guadalupe, na Zona Norte. De acordo com o serviço de inteligência da corporação, Baby Rex era apontado como responsável por ações de expansão territorial do CV e estaria prestes a atacar a Comunidade Jorge Turco, em Coelho Neto, dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Ainda segundo a PM, o criminoso era investigado pela participação na morte do cabo Marcelo de Lima Balthar, de 31 anos, do 41º BPM, assassinado em fevereiro deste ano, em Guadalupe. Outros dois suspeitos morreram em confronto com policiais do 18º BPM (Jacarepaguá), na Cidade de Deus, na Zona Oeste. O quarto morreu na Vila Vintém, em Realengo. Operação retirou dez toneladas de barricadas Além do combate às movimentações do tráfico, a operação teve como um dos objetivos a retirada de barricadas. Cerca de dez toneladas de entulho usado para bloquear vias foram recolhidas, segundo a PM. Ao detalhar o planejamento, Guerra afirmou que os 27 batalhões atuaram simultaneamente em 68 comunidades. A estratégia, porém, não ficará restrita à capital e à Região Metropolitana. — Na semana passada, trabalhamos em 80 comunidades na Região Metropolitana, Baixadas Litorâneas, Região Serrana, Norte Fluminense, Noroeste Fluminense, Médio Paraíba, Centro-Sul Fluminense e Costa Verde, ou seja, em todo o estado — afirmou. Segundo o secretário, a PM pretende usar informações de inteligência e recursos tecnológicos para antecipar movimentações de grupos criminosos e evitar que disputas territoriais resultem em novos confrontos.
Secretário da PM diz que operações contra o tráfico vão continuar e que objetivo é conter disputa entre facções
Em entrevista exclusiva ao GLOBO, coronel Sylvio Guerra afirma que mudança no planejamento operacional foi baseada em informações de inteligência sobre movimentações de criminosos






