Após duas temporadas sem conquistas relevantes, presidente meregue reforça elenco com Cucurella, Diomande e cia. e renova com Vini na busca por recolocar o clube nos trilhos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 José Mourinho, técnico do Real Madrid em troféu Teresa Herrera, contra Deportivo la Coruna — Foto: MIGUEL RIOPA / AFP Mal passou a ressaca da festa de celebração do bicampeonato da Espanha na Copa do Mundo, e a nova temporada da LaLiga chega batendo à porta quase como uma segunda-feira que obriga o torcedor espanhol a mudar seu foco de volta à rotina futebolística em plenas férias de verão. Ainda falta quase um mês para a volta às aulas, Madri é quase uma cidade fantasma em agosto, com seus moradores fugindo do calor escaldante, mas as exigências de um calendário insano têm antecipado cada vez mais o começo da temporada, expondo jogadores e torcedores a situações surreais como o jogo entre Atlético de Madrid e Villarreal na semana que vem, marcado para as 17h, quando a temperatura da capital espanhola pode facilmente alcançar os 40°C. E, no calor do verão europeu, por mais que o Barcelona venha como grande favorito depois de ganhar o título pelo segundo ano consecutivo, todos os olhos parecem estar voltados para o bairro de Valdebebas, no nordeste da capital, onde um Real Madrid, com o orgulho ferido por duas temporadas sem ganhar um título relevante, resolveu tomar medidas drásticas, apostando pesado em dinheiro, reforços e, sobretudo, na volta de ninguém menos que José Mourinho. No entanto, mais do que passar confiança ao torcedor, o verão europeu do Real Madrid transmitiu um inegável ar de urgência... desespero. Hansi Flick lidera fase sólida do Barcelona — Foto: Lluis GENE / AFP Recém-reeleito após ver seu reinado ameaçado pela primeira vez em uma eternidade como presidente do clube, o presidente merengue Florentino Pérez conduziu uma das janelas de transferências mais agressivas do clube em anos, pagando uma multa rescisória alta para trazer Mourinho de volta ao Santiago Bernabéu direto do Benfica — uma jogada nostálgica e arriscada. O “Special One” de outros tempos não parecia estar no radar dos grandes clubes europeus depois de uma temporada decepcionante no Benfica, somando 11 anos sem erguer um título de liga e quatro sem vencer absolutamente nada, pulando de um clube a outro e acumulando mais polêmicas do que conquistas. A nostalgia de Mourinho parecia só restar aqui em Madri, com as lembranças de um título histórico no comando dos Galáticos, quando o Real foi campeão com recorde de pontos e saldo de gols. Mas aquela LaLiga dos 100 pontos foi em 2012, quando Endrick tinha cinco anos. E muita coisa mudou desde então. Muita coisa mudou também desde a 15ª Champions League, conquistada por Carlo Ancelotti, em 2024, que parece uma memória distante depois de duas temporadas sem títulos. E piora ainda mais ao ver um Barcelona estável e dominante, sob o comando do alemão Hansi Flick e com a aposta nas joias da base, que virou a espinha dorsal da seleção espanhola. Florentino abriu a carteira para trazer Diomande, Cucurella, Dumfries, Konaté e Bernardo Silva, além de renovar o contrato de Vinicius Junior por valores milionários após mais de um ano de negociações tensas. Ainda assim, a dúvida que atormenta torcedores e analistas persiste: e o meio-campo? O Real Madrid parece continuar sentindo os efeitos das saídas de Kroos e Modric, sem ter encontrado substitutos à altura. Vinicius Junior ao lado do troféu Teressa Herrera, torneio amistoso conquistado pelo Real Madrid sobre o La Coruna — Foto: MIGUEL RIOPA / AFP Será Mourinho a pessoa certa para encaixar Diomande, Bellingham e Vini em um ataque estelar que, desde a chegada de Mbappé, não consegue traduzir o brilho individual em conquistas coletivas? E o que será de Endrick e Rodrygo, jovens astros brasileiros que parecem condenados ao banco de reservas? Perguntas incômodas que o português terá de responder sem muita margem de manobra. Porque, se a volta da LaLiga é mesmo como aquela segunda-feira indesejada depois de um fim de semana de esbórnia, a sensação sob o sol escaldante de Valdebebas é de que o Real parece ter chegado atrasado para o expediente. Com a paciência do torcedor perto do ponto de ebulição.
Carteira aberta e velho Mourinho: o plano de Florentino Pérez para tirar o Real Madrid da ressaca após dois anos sem títulos relevantes
Após duas temporadas sem conquistas relevantes, presidente meregue reforça elenco com Cucurella, Diomande e cia. e renova com Vini na busca por recolocar o clube nos trilhos






