Terceiro maior produtor de cocaína do mundo, país tem 3.400 km de fronteira com o Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz (ao centro) e outros convidados cantam o hino nacional durante plano de segurança na fronteira Bolívia-Brasil em Guayaramerin — Foto: Aizar Raldes/AFP A Bolívia lançou nesta quinta-feira, na cidade de Guayaramerín, que faz fronteira com o Brasil, um plano de segurança fronteiriça para combater o tráfico de drogas em seu território, dada a expansão dos grupos criminosos brasileiros. Segundo as autoridades, os grupos armados Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) lutam violentamente pelo controle dos corredores de tráfico de cocaína, o que desencadeou uma onda de crimes nas zonas fronteiriças da Bolívia. O governo atribui a eles uma série de dez assassinatos cometidos por pistoleiros nas últimas semanas, algo incomum no país de 11,3 milhões de habitantes. O plano denominado Fronteiras Seguras contempla uma maior presença policial especializada nas fronteiras do país, segundo documento que o Ministério do Governo boliviano compartilhou com a AFP. As casas do chefe do PCC na Bolívia, segundo o Fantástico 1 de 6 Sérgio Luiz de Freitas Filho vive livre em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia — Foto: Reprodução/TV Globo 2 de 6 Sérgio Luiz de Freitas Filho vive livre em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia — Foto: Reprodução/TV Globo X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Sérgio Luiz de Freitas Filho vive livre em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia — Foto: Reprodução/TV Globo 4 de 6 Sérgio Luiz de Freitas Filho vive livre em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia — Foto: Reprodução/TV Globo X de 6 Publicidade 5 de 6 Sérgio Luiz de Freitas Filho vive livre em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia — Foto: Reprodução/TV Globo 6 de 6 Sérgio Luiz de Freitas Filho vive livre em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia — Foto: Reprodução/TV Globo X de 6 Publicidade As casas do chefe do PCC na Bolívia, segundo o Fantástico Também inclui uma “troca tática de inteligência” com a Polícia Federal do Brasil e cooperação recíproca para capturar criminosos que cruzam as fronteiras. É preciso “fortalecer uma relação estreita entre os organismos nacionais, mas também neste caso com o Brasil, para que as nossas sociedades [...] sejam mais seguras”, disse o presidente de centro-direita, Rodrigo Paz, durante o lançamento do plano, na pequena cidade fronteiriça de Guayaramerín, na região de Beni (norte). Bolívia extradita para o Brasil um dos líderes da maior facção criminosa do RJ 1 de 3 Bolívia extradita para o Brasil um dos líderes da maior facção criminosa do RJ — Foto: Reprodução / Redes Sociais 2 de 3 Jhesuilson Pereira Gómez estava preso por porte ilegal de armas e crimes de extorsão — Foto: Reprodução / Redes Sociais X de 3 Publicidade 3 fotos 3 de 3 Bolívia extradita para o Brasil um dos líderes da maior facção criminosa do RJ — Foto: Reprodução / Redes Sociais O homem já havia fugido de uma prisão de segurança máxima no país em 2020. Ele estava preso por porte ilegal de armas e crimes de extorsão O Ministério do Governo considera que Guayaramerín, que vive do comércio com o Brasil, é, junto com outras cidades, uma espécie de “refúgio” para grupos criminosos, onde compram imóveis e instalam seus integrantes. O presidente também garantiu que promoveria uma cooperação semelhante com os outros países vizinhos. Segundo dados do governo, desde que Paz assumiu o poder, em novembro, 17 “capos” de organizações criminosas internacionais foram capturados e expulsos do país. A Bolívia é o terceiro maior produtor de cocaína do mundo, depois da Colômbia e do Peru, segundo a ONU. Faz fronteira de 3.400 quilômetros com o Brasil.