“Gostaria de reforçar o quanto o banco vem investindo em tecnologia, em melhorias de processo, em treinamento da força de venda e em expansão da nossa rede de atendimento”, disse o CEO, Felix Cardamone 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Banco Bmg registrou lucro líquido recorrente de R$ 157 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 7,1% em relação ao trimestre anterior e de 25,7% ante o mesmo período de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 15,5%, de 15,3% no primeiro trimestre e 14,3% há um ano. A margem financeira após custo de crédito foi de R$ 905 milhões no trimestre, com alta de 6,2% na comparação trimestral e de 1,7% na base anual. As despesas administrativas e operacionais somaram R$ 628 milhões, alta de 3,3% e 4%, na mesma base de comparação. Já o índice de eficiência — quanto menor, melhor — foi de 52,4%, de 52,5% no primeiro trimestre e 53,9% no segundo trimestre de 2025. Confira os resultados e indicadores do Banco Bmg e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A carteira de crédito totalizou R$ 24,054 bilhões, praticamente estável na comparação trimestral (-0,2%) e 2,5% menor do que há um ano. O índice de inadimplência subiu para 4,2%, de 3,7% em março e 3,8% em junho de 2025. “A gente precisa considerar que o mercado, de forma geral, está passando por um momento bastante difícil, onde nós temos as questões ligadas à parte de juros muito altos, consequentemente o nível de endividamento da população vem aumentando e, junto com isso, também as questões ligadas à inadimplência de forma geral no mercado, além de questões regulatórias”, afirmou Felix Cardamone, CEO do Bmg. “Por outro lado, eu gostaria de reforçar o quanto o banco vem investindo em tecnologia, em melhorias de processo, em treinamento da força de venda, em expansão da nossa rede de atendimento.” Segundo Flávio Pentagna Guimarães Neto, vice-presidente financeiro e de relações com investidores do Bmg, a alta da inadimplência vista no trimestre tem efeito da mudança no mix da carteira, à medida que o consignado privado ganha participação e consignado do INSS perde. “O que efetivamente a gente decidiu expandir foi um consignado privado, que é colateralizado. Agora, de acordo com a regra da perda esperada, quando você cresce [a carteira], você precisa gerar mais provisões. Então isso acaba afetando o índice como um todo, mas a gente tem mantido um crescimento, vamos dizer assim, orgânico, no crédito pessoal.” João Consiglio, vice-presidente de negócios e clientes do Bmg, complementa que, comparado ao consignado do INSS, o consignado privado é uma linha um pouco mais arriscada. “Um consignado privado é colateralizado, mas ele não é como consignado INSS, ele tem mais risco porque a pessoa pode perder o emprego. Tem uma série de problemas operacionais que acabaram acontecendo [...] e gerando uma apreensão maior do que no consignado INSS. É uma carteira que tem mais rentabilidade, mas comparada ao consignado INSS, ela naturalmente tem uma inadimplência maior.” Sobre o novo Desenrola, os executivos afirmaram que o efeito foi baixo para o Bmg. Em relação ao atendimento de clientes, afirmaram que o banco segue evoluindo para integrar o ambiente físico e digital. “A gente está nessa jornada para integrar o ambiente digital com atendimento nas lojas. Hoje a gente já tem quase mil pontos de atendimento físico, e o nosso investimento em tecnologia está começando a conectar com todos os clientes e fazer com que esses clientes sejam cada vez melhor atendidos da forma como eles quiserem”, disse Consiglio. “A gente acredita nessa complementaridade. O nosso público é mais carente, a gente tem clientes que são, inclusive, analfabetos, então eles precisam de um bom atendimento, eles carecem de um acolhimento”, complementou Cardamone. “Claro que nós temos uma interação por WhatsApp, nós temos uma central de atendimento. [...] O cliente vai escolher aonde ele quer que seja atendido.” Banco Bmg — Foto: Divulgação/Bmg