Montante representa um crescimento de quase 7% sobre o lucro informado no mesmo período do ano passado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede do banco BV — Foto: Divulgação/BV O banco BV alcançou lucro líquido recorrente de R$ 491 milhões no segundo trimestre de 2026, com alta trimestral de 2,0% e anual de 6,8%. A rentabilidade (ROE) recorrente chegou a 15,6%, de 15,5% e 15,1%, em igual base de comparação. O BV encerrou o trimestre com uma carteira de crédito ampliada de R$ 102,336 bilhões, com alta trimestral de 0,2% e anual de 11,9%. O varejo subiu 12,2% em um ano, para R$ 73,410 bilhões, enquanto o atacado aumentou 11,1%, a R$ 28,926 bilhões. “Encerramos o semestre com uma carteira recorde de R$ 102,3 bilhões e avanços consistentes na diversificação do portfólio para modalidades colateralizadas, como o empréstimo com garantia de veículo. Em um ciclo de juros elevados, escolhemos crescer com seletividade, com ênfase na qualidade da originação”, afirma, em nota, Gustavo Sousa, CEO do banco BV. No varejo, a carteira de veículos leves usados aumentou 9,4% em um ano, a R$ 49,115 bilhões. A originação totalizou R$ 7,6 bilhões, um volume 10,6% menor que o primeiro trimestre. No segmento, o BV é líder há 13 anos seguidos. A inadimplência total da carteira ficou em 4,9% em junho, de 4,7% em março e 4,8% registrados em junho de 2025. No varejo, o indicador subiu para 6,0%, de 5,8% e 6,1%, em igual base de comparação. No atacado, subiu para 1,4%, de 1,3% e 0,5%, respectivamente. Segundo o BV, o aumento na inadimplência do varejo veio principalmente pela pressão pontual dos cartões de crédito. “O financiamento de veículos leves — principal negócio do banco — encerrou o primeiro semestre de 2026 com 5,0%, estável em relação a março, e 0,6 p.p. abaixo do mesmo período do ano anterior, refletindo a maior disciplina na originação, aliada aos ajustes contínuos na política de crédito”. O BV chegou a 4,4 milhões de clientes. “Mantivemos o índice de eficiência em torno de 37% e uma estrutura de capital e liquidez confortável, com Basileia de 15,9%. Esses fundamentos nos dão flexibilidade para alocar capital de forma seletiva, com preferência por modalidades colateralizadas, que combinam melhor perfil de risco e retorno mais previsível ao longo do ciclo”, afirma Ronaldo Helpe, vice-presidente de finanças.