Kevin Schivo Paulo sempre foi diferente. Desde bebê, ficava alerta com tudo o que acontecia ao redor. Aos dois anos, assim que começou a falar, o menino já conseguia soletrar o alfabeto. Aos sete anos, após vários testes e muitos questionamentos dos pais na escola, houve o diagnóstico de que ele tem altas habilidades.
Kevin tem um QI (quociente de inteligência) de 138, índice alcançado apenas por cerca de 0,6% da população, ou seis em cada 1.000 pessoas (aproximadamente 1 em cada 167 pessoas), o que significa que poucas pessoas possuem uma inteligência como a dele.
Segundo o Censo Escolar de 2025, cerca de 56 mil estudantes brasileiros foram formalmente identificados com altas habilidades ou superdotação. Entidades que atuam na área, porém, afirmam que o número está longe de refletir a realidade, já que muitos alunos nunca são reconhecidos pelo sistema educacional.
"Para ele, é muito mais difícil fazer amizades. É mais reservado e os interesses dele são muito diferentes dos amigos. Ele ama o espaço, buraco negro e as pessoas ao redor não conseguem acompanhar", diz Gisele Velloso Schivo Paulo, mãe de Kevin.
As altas habilidades ou superdotação são uma condição reconhecida pela educação especial que identifica estudantes com desempenho significativamente acima da média em áreas como raciocínio lógico, linguagem, matemática, artes, música, criatividade, liderança ou outras aptidões específicas.






