Nos escritórios do jornal Novaia Gazeta, em Moscou, na Rússia, os corredores estão silenciosos.
Há uma enorme sensação de vazio.
"Não existe mais jornal", disse o ex-editor-chefe Dmitri Muratov em entrevista exclusiva à BBC.
Muratov ajudou a fundar o Novaia Gazeta há mais de 30 anos, após a queda da União Soviética. O jornal se tornou um dos principais veículos independentes da Rússia, denunciando violações dos direitos humanos e casos de corrupção envolvendo autoridades de alto escalão.
Em 2021, Muratov dividiu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços "para proteger a liberdade de expressão". O Comitê do Nobel lembrou que "seis jornalistas [do Novaia Gazeta] foram mortos, entre eles Anna Politkovskaya (1958-2006), autora de reportagens sobre a guerra na Chechênia".






