Companhia afirma que a queda reflete a ausência do lucro de operações que foram descontinuadas no segundo trimestre de 2025, no Marrocos e na Turquia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Votorantim Cimentos, maior produtora brasileira do material, terminou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 628 milhões, um recuo de 65% em relação ao mesmo período de 2025. A companhia afirma que a queda reflete a ausência do lucro de operações que foram descontinuadas no segundo trimestre de 2025, no Marrocos e na Turquia. Ao se considerar esse fator, o lucro líquido caiu 30% no trimestre. Também houve, no segundo trimestre de 2025, efeito positivo do resultado de imposto de renda e contribuição social, de R$ 222 milhões, enquanto neste segundo trimestre a linha trouxe despesa de R$ 230 milhões. “A variação decorre, principalmente, de eventos não recorrentes registrados na base de comparação”, informa a empresa no material que acompanha a divulgação dos seus resultados. A receita líquida da Votorantim Cimentos cresceu 10% no trimestre, para R$ 8,2 bilhões, puxada por uma alta de 6% no volume de venda de cimento na operação global, que chegou a 9,9 milhões de toneladas no período. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 9%, para R$ 1,93 bilhão, com margem estável em 24%. A empresa registrou R$ 803 milhões em despesa com investimentos, valor 1% menor do que há um ano. A dívida líquida da Votorantim Cimentos somava R$ 17,4 bilhões ao final de junho, ante R$ 17 bilhões no segundo trimestre de 2025. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado atingiu 1,83 vez, comparável a 1,78 vez há um ano. Participação por região A operação brasileira contribuiu com R$ 4,17 bilhões em receita líquida, alta de 20% em um ano, e R$ 731 bilhões em Ebitda ajustado, crescimento de 32%. “O desempenho refletiu a evolução positiva de volumes e a anualização da evolução dos preços do ano anterior”, informa a companhia. Na América do Norte, a receita líquida caiu 5%, para R$ 2,29 bilhões. No entanto, ao se desconsiderar a variação cambial, houve alta de 6% no indicador. O Ebitda ajustado caiu 12% no geral, para R$ 638 milhões, ou 2% ao se desconsiderar o efeito do câmbio. A entidade que representa a indústria de cimento nos Estados Unidos projeta queda de 0,6% no consumo do material para 2026. Na região Europa e Ásia, a receita líquida da Votorantim Cimentos cresceu 10%, ou 21% ao de desconsiderar o câmbio, para R$ 1,29 bilhão. O Ebitda ajustado cresceu 24% no geral e 36% sem o efeito câmbio, para R$ 495 milhões. Por fim, na América Latina houve queda de 2% na receita líquida, para R$ 279 milhões, ou alta de 10% ao se desconsiderar o câmbio. O Ebitda ajustado ficou em R$ 73 milhões, altas de 20% ou 34%, com e sem o efeito cambial. Resultado semestral No acumulado de janeiro a junho, a Votorantim Cimentos vendeu 17,9 milhões de toneladas, alta de 5%, com crescimento de 11% na receita líquida, para R$ 14,5 bilhões. O Ebitda ajustado subiu 14%, para R$ 2,7 bilhões, enquanto o lucro líquido recuou 68%, para R$ 474 milhões. — Foto: Divulgação/Votorantim Cimentos