A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) determinou, nesta quarta-feira (12), que o Discord bloqueie ferramentas de transmissão ao vivo e compartilhamento de vídeos, até que a plataforma comprove a adoção de ações de proteção a crianças e adolescentes.

A decisão vem após fiscalizações ligadas a um caso em que uma jovem de 13 anos teria sido induzida por outros adolescentes à automutilação e ao suicídio em cenas exibidas no aplicativo. Esta ocorrência fez com que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, pedisse o banimento do Discord no país.

A empresa classificou a medida da ANPD de prematura e se disse desapontada com ela. Em comunicado, o Discord afirmou que "não tolera grupos ou indivíduos que promovem ou incentivam a violência" e que continua a cooperar com as autoridades em investigações e na formulação de políticas públicas para promover uma internet mais segura.

O Café da Manhã desta quinta-feira (13) explica o cerco ao Discord, discute o peso das pressões políticas e analisa as repercussões das medidas recém-anunciadas. Os entrevistados são Iagê Miola, diretor da ANPD, e Nina Santos, pesquisadora do Instituto Nacional de Democracia Digital e da Universidade de Paris e coordenadora da Sala de Articulação contra Desinformação.