Com 'premissa interessante e elenco talentoso', filme revisita o personagem já velho e confrontado com seu passado, mas se perde na falta de aprofundamento dos personagens 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'A morte de Robin Hood', estrelado por Hugh Jackman — Foto: Divulgação Famoso por tirar dos ricos para dar aos pobres, Robin Hood faria tanto sucesso hoje, com poucos tendo demais enquanto a maioria não tem o básico, quanto na Idade Média que originou a história. Mas “A morte de Robin Hood”, dirigido por Michael Sarnoski (de “Pig” e “Um lugar silencioso: dia um”), está interessado em desconstruir essa lenda. A ideia é boa. Em vez de recontar seus feitos heroicos, a amizade de Pequeno João e seu amor por Marian, já vistos no cinema tantas vezes, aqui encontramos o personagem, interpretado por Hugh Jackman, já velho e obrigado a examinar seu passado e enfrentar seus atos. Ferido, Robin é acolhido em um priorado pela Irmã Brigid (a sempre ótima Jodie Comer) e precisa proteger uma criança. Mas até nesse ambiente ele vai ser perseguido por seu passado. Este Robin Hood foi um homem violento, fruto de uma época cruel. Em sua trajetória, ele deixou mais órfãos e viúvas do que pessoas aliviadas da fome por algumas moedas distribuídas de seus roubos. As lendas sobre Robin Hood são ficções alimentadas por ele mesmo, mostrando o poder das histórias e a facilidade que nós temos de transformar seres humanos cheios de falhas em heróis. É pena que, apesar da premissa interessante, dos cuidados com a produção e do elenco talentoso, que conta ainda com Bill Skarsgaard, Murray Bartlett e Noah Jupe, Sarnoski se perca um bocado na condução. A ação explosiva do início dá lugar ao suspense e ao drama, mas falta o aprofundamento dos personagens que faria com que o espectador se importasse mais. Cotação: Bonequinho olha.
Com Hugh Jackman, 'A morte de Robin Hood' desconstrói a lenda e mostra herói marcado pela violência
Com 'premissa interessante e elenco talentoso', filme revisita o personagem já velho e confrontado com seu passado, mas se perde na falta de aprofundamento dos personagens









