O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou à Polícia Federal que havia um ambiente hostil no órgão durante o processo de decisão sobre o futuro do Banco Master, com intensos vazamentos de informações. Por isso, manteve em sigilo a decisão de liquidar a instituição financeira de Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado.
Aquino disse aos investigadores que escondeu de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, e de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, a decisão pela liquidação do banco.
Os dois servidores são investigados por receber pagamentos de Vorcaro e já afirmaram, por meio de suas defesas, que não adotaram medidas de favorecimento ao ex-banqueiro.
O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino - Raphael Ribeiro - 3.nov.25/Divulgação Banco Central
No depoimento, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmado pela Folha, o diretor narrou como foi o dia 17 de novembro, véspera do anúncio do desligamento do Master do Sistema Financeiro Nacional. Segundo o relato, ele e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, não confiavam em ninguém naquele momento e já haviam tomado a decisão pela liquidação.







