0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro Luiz Fux durante sessão do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu abrir à imprensa a audiência de conciliação que discutirá a operação para salvar o Banco de Brasília (BRB). A captação de imagens ficará restrita à TV Justiça. A reunião contará com a participação de representantes do Governo do Distrito Federal (GDF), incluindo a governadora Celina Leão, do Banco de Brasília (BRB), da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do Ministério Público Federal (MPF), do Banco do Brasil e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A nova audiência foi solicitada pelo GDF. Na semana passada, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) apresentou uma petição ao ministro Luiz Fux em que reclamou da "inércia" da União e do FGC após o acordo firmado em maio. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a acusação do GDF é "totalmente descabida". No encontro realizado em maio, ficou acertado que o empréstimo ao GDF seria concedido pelo FGC e contaria com a garantia de um sindicato de bancos públicos e privados. Como contragarantia, o Distrito Federal ofereceria os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que somam aproximadamente R$ 1,6 bilhão. O governo federal também concordou em ampliar o limite de crédito do Distrito Federal para viabilizar o plano de socorro ao banco, uma vez que o DF tem nota C na Capacidade de Pagamento (Capag). Em entrevista ao blog, o secretário de Economia do DF, Valdivino José de Oliveira, afirmou que o governo do DF realizou o ajuste fiscal exigido e destacou que a melhora da capacidade de pagamento do Distrito Federal é resultado de mudanças na gestão fiscal e orçamentária. Segundo o secretário, a Secretaria de Economia passou a centralizar a autorização de despesas, reduzindo a autonomia dos órgãos para assumir novos compromissos financeiros. De acordo com ele, as mudanças devem garantir um superávit equivalente a 5% da receita corrente ao fim do ano.