Diversos estudos apontam que jogadoras de futebol têm um risco de duas a oito vezes maior de romper o ligamento cruzado anterior (LCA) do que seus colegas homens. Longos períodos afastadas dos gramados e a perda de grandes torneios estão entre as consequências amargas para atletas profissionais como as jogadoras da seleção alemã Giulia Gwinn e Lena Oberdorf.

Ainda que o problema não seja novo, ele continua sendo pouco pesquisado. Como ocorre em muitas áreas da saúde feminina, faltam dados que permitam compreender melhor esse tipo de lesão e suas causas.

Necessidade de avançar na coleta de dados

O Hospital Universitário de Regensburg quer ajudar a mudar esse cenário. As lesões das jogadoras da primeira e da segunda divisão da Bundesliga feminina, o campeonato alemão, vêm sendo registradas em um banco de dados desde a temporada 2023/2024. As primeiras análises do ano mostraram um risco quatro vezes maior de lesões do LCA em comparação aos jogadores homens, cujas lesões também foram registradas.

"Há um aumento das pesquisas internacionais sobre o futebol feminino, mas a diferença em relação ao volume de estudos existentes no futebol masculino ainda é muito grande", explica Lorenz Huber em entrevista à DW.