Nos primeiros três meses e meio de 2026, investidores estrangeiros colocaram quase R$ 70 bilhões na Bolsa brasileira. Desde então, retiraram mais da metade desse valor. A mudança chama atenção não apenas pela intensidade, mas também pela evolução.

Do início do ano até 14 de abril, os estrangeiros colocaram cerca de R$ 69 bilhões líquidos em ações negociadas na B3. Apesar da magnitude, o movimento já perdia força (veja na tabela mais abaixo).

Foram R$ 26,3 bilhões em janeiro, R$ 15,4 bilhões em fevereiro, R$ 11,7 bilhões em março e apenas R$ 3,2 bilhões em abril. O dinheiro continuava entrando, mas em ritmo cada vez menor.

Em meados de abril, a desaceleração virou mudança de direção. Desde o pico acumulado de aproximadamente R$ 69 bilhões até 7 de agosto, os estrangeiros retiraram R$ 38 bilhões. Mais da metade de tudo o que havia entrado até então foi devolvida. Ainda assim, graças à forte entrada do início do ano, o saldo em 2026 permanece positivo em cerca de R$ 31 bilhões.

Da mesma forma, observa-se um padrão de decaimento do fluxo. Maio registrou saída de quase R$ 15 bilhões e junho, de outros R$ 8 bilhões. Julho trouxe uma aparente trégua, com entrada de R$ 2,6 bilhões. Parecia um sinal de reversão da tendência.