Categoria de investidores acumula saldo negativo de R$ 11,9 bilhões no mês, e no ano, saldo positivo de R$ 24,4 bilhões 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os investidores estrangeiros retiraram R$ 4,7 bilhões em ações da B3 no pregão de 11 de agosto, quando o Ibovespa caiu 2,50%. Foi a maior retirada diária realizada pela categoria desde 22 de abril de 2021, quando foram sacados R$ 6,6 bilhões. Com isso, os estrangeiros acumulam saldo negativo de R$ 11,9 bilhões no mês. No ano, porém, ainda mantêm saldo positivo de R$ 24,4 bilhões. Ao longo dos últimos meses, a reprecificação do ciclo de afrouxamento monetário, a rotação de recursos para a tese de inteligência artificial, a piora do cenário macroeconômico e as incertezas eleitorais têm reduzido o apetite pela bolsa brasileira, segundo gestores e estrategistas. Na sessão de terça-feira, porém, o gatilho para a forte retirada de recursos foi o rebaixamento das ações brasileiras de “overweight” (equivalente à compra) para neutra pelo J.P. Morgan, que desencadeou uma venda massiva por investidores estrangeiros. O movimento levou o mercado a perder níveis considerados importantes, com o Ibovespa abaixo dos 170 mil pontos e o EWZ (principal fundo de índice de ações brasileiras negociado em Nova York) voltando a operar abaixo da média móvel de 200 dias e deixando a tendência de alta. No mesmo dia, o investidor institucional registrou entrada de R$ 3,6 bilhões. Em agosto, a categoria acumula saldo positivo de R$ 6,2 bilhões, enquanto no ano o déficit soma R$ 33,6 bilhões. Já o investidor individual aportou R$ 560,6 milhões na mesma sessão, deixando saldo negativo de agosto em R$ 1,3 bilhão. No ano, a categoria acumula superávit de 5,4 bilhões. As informações foram divulgadas pela B3. Sede da B3, em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg