"Não falamos nada do passado", afirmou Alcolumbre após ser questionado por jornalistas se havia tratado com o petista da indicação do governo para o Supremo Tribunal Federal (STF). "Teve uma reunião institucional muito importante para a democracia porque o presidente do Congresso precisa ter o diálogo aberto com o presidente do Brasil e esse diálogo foi restabelecido tanto que já tivemos duas reuniões muito boas e produtivas pensando no Brasil. Esse é o meu papel e eu creio que é o dele também", declarou Alcolumbre. Reaproximação Em duas semanas, o presidente do Senado se reuniu duas vezes com o presidente Lula. O primeiro encontro entre os dois ocorreu mais de três meses após a rejeição de Messias. Entre os temas de interesse do governo que enfrentam dificuldades na Casa estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. O governo também tem interesse na aprovação da Medida Provisória (MP) que acabou com a chamada "taxa das blusinhas" e de propostas relacionadas à exploração de minerais críticos e terras raras. A retomada do diálogo começou na semana passada, durante um jantar na casa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Por que Davi Alcolumbre busca reaproximação com Lula Eleições 2026 Após a reunião desta quarta, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que Alcolumbre estará com o presidente Lula nas eleições deste ano. "O Davi tem já compromisso com a nossa chapa no Amapá. Eu tenho acompanhado isso. Independente aqui da pauta no Senado, das matérias de interesse do governo, nós temos uma chapa à reeleição do governador, a candidatura do senador Randolfe [Rodrigues], e o Davi está absolutamente sintonizado com a reeleição do Lula e com o nosso palanque lá no Amapá", disse o ministro. Alcolumbre apoia a reeleição do atual governador do Amapá, o seu aliado e colega de partido, Clécio Luís (União). O presidente do Senado também tenta emplacar a reeleição para o cargo de senador de Randolfe Rodrigues (PT-AP), que hoje ocupa a função de líder do governo Lula no Congresso. O principal adversário de Clécio e de Alcolumbre no Amapá atualmente é Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan. Ele que, em 2024, conseguiu ser reeleito como prefeito de Macapá, foi afastado do cargo por suspeita de fraude em licitações. Depois disso, renunciou. A esposa do Dr. Furlan, Rayssa Furlan (Podemos), concorre a uma das duas vagas disponíveis para o Senado. Ela também faz parte do grupo político adversário da chapa apoiada por Alcolumbre.