Secretário de Justiça, Todd Blanche, descreveu operação como 'um dos maiores processos por fraude matrimonial da história' do país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O secretário interino de Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, gesticula durante entrevista coletiva para anunciar medidas relacionadas a um esquema de fraude migratória envolvendo casamentos e cidadãos chineses, no Departamento de Justiça (DOJ), em Washington, D.C., em 12 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein O Departamento de Justiça dos EUA indiciou nesta quarta-feira 11 pessoas por um esquema que durou uma década e organizou cerca de 1.000 casamentos falsos para permitir que, em sua maioria, cidadãos chineses obtivessem status de imigração legal nos Estados Unidos, de acordo com documentos judiciais. Cidadãos estrangeiros pagavam a um grupo de seis “facilitadores” até US$ 100.000 cada um para serem parceiros de um cidadão americano e obterem residência legal, de acordo com uma acusação divulgada em um tribunal federal em Manhattan. Os cidadãos americanos recebiam até US$ 30.000 para concordarem com os casamentos, segundo a acusação. Os participantes do esquema ajudavam então os recém-casados a apresentar a documentação ao Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) para permitir que o cidadão chinês se tornasse residente permanente legal. O secretário de Justiça, Todd Blanche, descreveu o esquema como “um dos maiores processos por fraude matrimonial da história dos EUA” e afirmou que isso mostra “até onde as pessoas são capazes de ir para burlar nosso sistema de imigração”. O anúncio ocorre após decreto assinado pelo presidente Donald Trump na semana passada com o objetivo de restringir o “turismo de nascimento”, depois que a Suprema Corte dos EUA decidiu a favor de amplos direitos de cidadania para bebês nascidos nos Estados Unidos. O Departamento de Estado informou na quarta-feira que começou uma iniciativa para revisar as atividades dos titulares de visto com o objetivo de coibir mulheres que vão aos EUA exclusivamente para obter a cidadania para seu filho.