A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) divulgou as fotografias oficiais dele e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), para a urna eletrônica. O petista aparece usando um chapéu panamá, um de seus preferidos desde que ele incorporou o item ao guarda-roupa.
O acessório entrou na rotina após recomendação médica. O presidente passou por uma cirurgia em abril para retirar uma lesão no couro cabeludo decorrente de um carcinoma basocelular —o tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele— e se submeteu a 15 sessões de radioterapia como parte do tratamento preventivo.
No pronunciamento feito no Dia do Trabalho, por exemplo, Lula optou por um chapéu da marca brasileira Sarquis By ABA, feito à mão no Equador com a palha toquilla (fibra natural extraída das folhas da palmeira Carludovica palmata) e preços variados de acordo com as tramas utilizadas na confecção.
O adereço também acompanhou o presidente na conferência do G7, realizada no início de junho em Évian-les-Bains, na França. Convidado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, o mandatário usou o modelo da Sarquis para a foto oficial ao lado dos líderes das maiores economias do mundo.
A Justiça Eleitoral discutiu o uso de adereços nas fotos dos candidatos na urna eletrônica em 2022, a partir do caso de Douglas Belchior, dirigente da Uneafro Brasil e membro da Coalizão Negra por Direitos, então candidato a deputado federal (PT-SP).










