Parte da equipe presidencial viajou em avião presidencial sem ter conhecimento das ameaças ao voo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um caminhão de catering está estacionado do outro lado do Air Force One antes da partida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Ancara com destino a Washington, após sua participação na cúpula de líderes da Otan, no Aeroporto de Ancara Esenboga, em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/ABC-TV/Pool/Foto de arquivo As múltiplas ameaças do Irã que resultaram em troca sigilosa de avião pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no retorno da cúpula da Otan, em junho, incluíam um risco específico, relacionado à possibilidade de um ataque com míssil terra-ar, de acordo com relato do jornal The New York Times. A cúpula foi realizada em Ancara, Turquia, país que faz fronteira com o Irã. Ao deixar sigilosamente o avião presidencial que o levaria de volta, Trump estava acompanhado por alguns de seus assessores mais próximos. No caminhão em que o presidente entrou secretamente para transportá-lo até outro avião estavam também Dan Scavino, subchefe de gabinete na Casa Branca; Natalie Harp, assistente executiva de Trump; e Walt Nauta, diretor de operações do Salão Oval, de acordo com fonte ouvida por The Washington Post. Este grupo seleto dos que acompanharam Trump na mudança de avião, para um modelo menor, não incluiu o secretário de Estado, Marco Rubio, e outros auxiliares de alto escalão do governo, de acordo com o Post e o Times. Mas Pete Hegseth, secretário de Defesa, esteve no grupo que acompanhou o presidente na mudança de avião. Hegseth embarcou no C-32A por meio de uma escada externa, de forma a parecer a autoridade mais importante a estar naquela aeronave, reportou o Post. A ameaça identificada era de que um míssil terra-ar portátil, do tipo que é operado no ombro do atirador, foi visto com um suspeito em área próxima ao local em que ocorreu a cúpula da Otan. E Teerã tinha conhecimento do local em que Trump estava hospedado em Ancara, incluindo o andar do prédio, disseram fontes ouvidas por The New York Times. Além de Rubio, também seguiram viagem normalmente no Air Force One outros importantes nomes do governo Trump, como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e Stephen Miller, o principal conselheiro da Casa Branca para política doméstica, além do diretor de comunicação, Steven Cheung. Ao menos parte da equipe da Casa Branca a bordo do Air Force One que deixou Ancara não tinha conhecimento das ameaças, conforme as fontes ouvidas pelo Post e também por The New York Times . A Casa Branca não respondeu a pedido de comentário sobre o critério para determinar quem estaria em cada voo. Também não foi fornecida a lista completa de passageiros. Segundo The New York Times, Rubio estaria entre os auxiliares de Trump que tinham conhecimento do risco de estar no Air Force One. Ontem, caças americanos interceptaram um avião civil que ingressou no espaço aéreo sobre um evento esportivo juvenil no qual Trump estava, no Ohio. Foram lançados sinalizadores visuais para alertar o avião de que deveria deixar a área.
Retirada sigilosa de avião na Turquia levanta dúvidas sobre segurança de Trump
Parte da equipe presidencial viajou em avião presidencial sem ter conhecimento das ameaças ao voo












