A OMS (Organização Mundial da Saúde) manifestou preocupação nesta quarta-feira (12) com a nova ofensiva do presidente dos EUA, Donald Trump, contra as recomendações vacinais adotadas há décadas no país.
Em meio ao maior surto de sarampo registrado em 35 anos em território norte-americano, a entidade afirmou que as mudanças anunciadas pela Casa Branca não se baseiam em evidências científicas consolidadas. Também alertou que o adiamento das doses pode deixar milhões de crianças desprotegidas.
A agência das Nações Unidas afirmou que as alterações defendidas pelo governo norte-americano não estão alinhadas com o conhecimento científico acumulado ao longo de décadas e podem comprometer a proteção de crianças contra doenças evitáveis.
A reação ocorreu dois dias depois de Trump assinar um decreto que propõe mudanças na forma como vacinas infantis são administradas. O texto recomenda, entre outras medidas, ampliar o intervalo entre determinadas aplicações e separar imunizantes que atualmente são oferecidos de forma combinada.
Ao apresentar a medida na segunda-feira (10), o presidente voltou a mencionar o autismo, tema frequentemente associado por setores antivacina à imunização infantil, apesar da ausência de evidências científicas que sustentem essa relação.












