O CEO da Paramount, David Ellison, está deixando claro que fará praticamente qualquer coisa para concluir o acordo de compra da Warner Bros. Discovery. Até mesmo, talvez, levar sua empresa de Hollywood para bem longe de Hollywood.
O executivo disse à alta cúpula da companhia na semana passada que começaria a retirar a empresa da Califórnia em 1º de outubro caso não houvesse avanços na resolução de uma ação judicial movida por procuradores-gerais estaduais para barrar o acordo, de acordo com três pessoas que conhecem o teor de suas declarações.
Não está claro se Ellison levará o plano adiante. A medida poderia pressionar o procurador-geral da Califórnia, um dos principais autores da ação, a se sentar à mesa de negociações. A perda de um grande estúdio de Hollywood seria um golpe para a economia e a própria identidade do estado.Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, criticou duramente Ellison na terça-feira (11) por ameaçar deixar o estado. "É uma tentativa de chantagear reguladores que ousam fazer cumprir a lei", comentou Bonta em uma conferência.
Até mesmo aventar a ideia de uma mudança envolve riscos políticos. A Paramount tem tentado se apresentar como defensora de Hollywood, e Ellison prometeu pessoalmente que uma Paramount-Warner Bros. combinada lançaria 30 filmes nos cinemas todos os anos.














