Facções criminosas, milícias, empresários e investidores ligados ao mercado financeiro estão entre os grupos que financiam, exploram ou lucram com o garimpo ilegal, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
A composição dessa cadeia varia de uma região para outra do país e esses atores não necessariamente realizam ações em conjunto.
O diretor da Damaz (Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente) da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros, afirma que a extração ilegal de ouro opera em escala industrial, sustentada por investimentos milionários em aeronaves, escavadeiras, dragas, combustível e uma complexa estrutura logística.
"Não estamos falando de uma atividade artesanal. Existe uma cadeia econômica robusta por trás desses empreendimentos, que demanda capital elevado e uma complexa estrutura logística", afirma.
Segundo Freire, as investigações identificaram a presença do PCC (Primeiro Comando da Capital), do Comando Vermelho e de grupos criminosos regionais em diferentes áreas de garimpo.






