O programa Farmácia Popular poderá passar a oferecer exames de sangue e urina, teleatendimento multiprofissional e monitoramento terapêutico nas unidades credenciadas. As possibilidades estão previstas na portaria que será apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quarta-feira (12).
A medida também prevê a abertura de novas unidades em áreas vulneráveis, com critérios como densidade demográfica e prioridade para periferias de grandes centros. Em regiões de difícil acesso, como o Amazonas, o governo estuda ainda criar unidades volantes ou avançadas.
A implementação será gradual. Nos próximos meses, um grupo de trabalho deverá avaliar a viabilidade técnica, sanitária, assistencial e tecnológica das novas modalidades de atendimento.
Outra novidade em estudo é o uso de inteligência artificial no programa, com recursos de biometria e reconhecimento facial para identificar pacientes. Segundo o Ministério da Saúde, a tecnologia poderá reduzir o tempo de espera e aumentar a segurança contra fraudes.
De imediato, a regulamentação também muda a forma de lidar com eventuais irregularidades nas farmácias credenciadas. Em vez de suspender automaticamente uma unidade diante de qualquer indício, o governo pretende adotar medidas proporcionais ao risco. A suspensão imediata ficaria restrita aos casos classificados como de risco alto ou muito alto.








