Segundo a polícia da Flórida, Maribeth Jones enganou 238 pessoas entre 2022 e 2024 e chegou a cortar o cabelo para simular preparação para quimioterapia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Maribeth Ellen Jones, de Bonita Springs, é acusada de enganar 238 moradores — Foto: Redes sociais Uma mulher de 51 anos foi presa na Flórida, nos Estados Unidos, neste mês de agosto, após arrecadar mais de US$ 40 mil (cerca de R$ 204 mil) ao fingir ter câncer. Maribeth Ellen Jones, de Bonita Springs, é acusada de enganar 238 moradores de uma comunidade em Naples entre 2022 e 2024, segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Collier. De acordo com as autoridades, Jones teria criado uma falsa história sobre seu estado de saúde e adotado medidas para convencer os doadores de que estava em tratamento. Entre elas, estaria o corte do próprio cabelo para aparentar que se preparava para a quimioterapia. Ela também teria simulado uma piora progressiva da doença. — Este é um caso terrível porque explorou a bondade e a generosidade de pessoas que realmente queriam ajudar alguém que acreditavam estar lutando pela vida — disse o xerife Kevin Rambosk. Campanhas foram removidas Uma das campanhas foi criada no GoFundMe e vinculada à conta bancária pessoal de Jones. Segundo os investigadores, ela também recebeu cheques e dinheiro em espécie. A polícia afirma ainda ter identificado outras duas campanhas anteriores na plataforma nas quais a mulher alegava ter câncer. Após a emissão de um mandado de prisão por furto qualificado de entre US$ 20 mil e US$ 100 mil, Jones se entregou às autoridades. Sua próxima audiência está marcada para 31 de agosto. O GoFundMe informou à Fox 13 que as campanhas organizadas em nome de Jones foram removidas e que a conta dela foi banida. A empresa afirmou ainda que mais de US$ 41 mil foram devolvidos aos doadores por meio da Garantia de Doação da plataforma. — Esse tipo de golpe não só prejudica as vítimas financeiramente, como também mina a confiança em campanhas de arrecadação de fundos legítimas para pessoas que realmente precisam de ajuda — afirmou Rambosk. O gabinete do xerife recomendou que doadores verifiquem atualizações, documentos e a transparência dos responsáveis pelas campanhas. As autoridades também orientaram a desconfiar de histórias que não possam ser confirmadas de forma independente ou que pressionem por doações imediatas.