Vítimas faziam parte de um grupo religioso infiltrado por Amanda Oliveira, que simulava a rotina de uma jovem de 13 anos em fase final de câncer 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos — Foto: Arquivo pessoal/Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 13:19 Mulher é Indiciada por Estelionato Após Fingir Ser Adolescente com Leucemia no Paraná Amanda Oliveira, de 38 anos, foi indiciada no Paraná por estelionato após se passar por adolescente em estado terminal de leucemia para enganar um grupo religioso. Conhecida por fingir ser uma menina de 12 anos em Santa Catarina, Amanda usava chupeta e mamadeira, forjando crises para obter dinheiro via PIX. O golpe já foi aplicado em diversos estados, sempre com o mesmo modus operandi. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil indiciou Amanda Oliveira, de 38 anos, que ficou conhecida após fingir ser uma adolescente em Santa Catarina, ao crime de estelionato por aplicar golpe semelhante no Paraná. Segundo as investigações, a mulher alegava a um grupo de religiosos ter 13 anos e estar em estágio terminal de leucemia, um câncer que atinge os tecidos formadores de sangue. Ao menos 12 vítimas foram identificadas pela polícia durante o inquérito e reconheceram Amanda após a repercussão da prisão em Joinville (SC). Elas faziam parte de um grupo de oração virtual que foi infiltrado pela investigada. De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a mulher simulava uma rotina de uma adolescente de 13 anos para as vítimas e dizia estar em fase final de câncer para obter dinheiro. Em 2021, ao longo de 10 meses, Amanda forjou situações como o falecimento de familiares, violências sofridas e problemas de saúde, segundo a polícia. Nesses contextos, solicitava transferências bancárias via PIX sob pretexto de custear despesas de saúde e exames. Amanda passou pelo interrogatório na última semana e negou os fatos a ela imputados no município. Relembre a atuação em Santa Catarina A indiciada se passou por uma adolescente de 12 anos e agia como criança na família em que foi acolhida, em Joinville, Santa Catarina. Por 14 meses, ela usou chupeta, mamadeira e fingia ter crises de medo à noite para a mãe adotiva fazê-la dormir. O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, disse, à época, que a “menina” contou à família que a acolheu que sofria abusos e maus-tratos e o motivo da aparência de idade avançada se daria pelo uso de hormônios. Ao tentar matricular a “menina” em uma escola ou formalizar o processo de adoção, a mulher entrava em pânico e dizia que o suposto pai biológico estava na cidade e iria tirar ela da família adotiva. Amanda, que se passava por Gabriele, foi detida na casa das vítimas, no distrito de Pirabeiraba. No decorrer da investigação, a polícia descobriu que a suspeita já tinha praticado o mesmo golpe em outros estados, inclusive já ter sido presa. A investigada tem passagens pelo Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Ceará. Segundo o delegado, ela possuía “o mesmo modus operandi e a única coisa que mudava era o primeiro nome”. A família vítima do golpe, segundo o delegao, era “bem estruturada economicamente e socialmente” e que a “filha” recebia os melhores cuidados. A vantagem do estelionatário, segundo Bueno, não é só a obtenção monetária, mas pode vir de outro meio.