Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, está presa desde junho; defesa, que vai recorrer, alega que laudos apontam necessidade de tratamento psiquiátrico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos — Foto: Arquivo pessoal/Reprodução A Justiça de Santa Catarina condenou Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, por se passar por uma menina de 12 anos e enganar uma família de Joinville. As penas de acusações de estelionato e falsa identidade foram fixadas em um ano, seis meses e 10 dias de reclusão e quatro meses e 18 dias de detenção, ambas em regime inicial semiaberto. A prisão preventiva da mulher foi mantida. Em nota, a defesa de Amanda afirmou que "adotará de imediato todas as medidas legais e recursos cabíveis" junto às instâncias superiores, para reformar a sentença e provar a inocência da cliente em grau recursal. Amanda está presa preventivamente desde 2 de junho e, no dia 10 do mesmo mês, completou 38 anos. Durante a sessão, a defesa pediu a revogação da prisão e a absolvição da ré, e o Ministério Público se manifestou contra a soltura e pediu a condenação. Os advogados Sarita Henrique de Paiva e Lúcio Sousa sustentaram que Amanda deve ser absolvida. Segundo a defesa, os laudos produzidos no processo indicam que ela apresenta quadros psiquiátricos e necessita de tratamento. Mas o Judiciário não acolheu a tese: concluiu que a mulher agiu de forma consciente para induzir e manter as vítimas em erro. A Justiça considerou como provas o laudo de celular apreendido e depoimentos de vítimas e testemunhas, além da própria admissão da acusada de que falseou nome e idade. A decisão também cita a repercussão social do caso e os impactos emocionais à família que a "adotou", fora o custeio integral da sobrevivência da mulher durante o período em que foi acolhida. Em audiência, foram ouvidos os dois integrantes da família que, segundo a acusação, acreditaram que Amanda era uma criança e a "adotaram". Também prestaram depoimento o filho do casal e um policial civil, ambos testemunhas de acusação. Um psiquiatra e uma psicóloga, responsáveis por avaliações técnicas, também foram ouvidos. O conteúdo dos laudos está sob segredo de Justiça. A identidade das testemunhas e o teor dos depoimentos prestados durante a audiência também estão protegidos por sigilo. Relembre o caso Amanda Maria Souza de Oliveira responde pelos crimes de falsa identidade e estelionato. O caso ganhou repercussão após a descoberta de que Amanda viveu durante cerca de 14 meses na casa de uma família que a acolheu como filha adotiva. A fraude veio à tona em 2 de junho, quando ela foi presa na residência das vítimas. Em depoimento à polícia, a investigada admitiu ter aplicado o mesmo tipo de golpe em outras localidades, incluindo Curitiba, Nova Iguaçu e cidades nos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. De acordo com a Polícia Civil, a aproximação ocorreu por intermédio de um pastor de uma igreja local. Inicialmente, Amanda se apresentou com o nome falso de Gabriele e afirmou ter 18 anos. Ela disse possuir experiência na área de panificação e estar em busca de uma oportunidade de trabalho. Veja fotos de Dominique Cristina Scharf, apontada no passado como a maior estelionatária do país 1 de 8 Dominique Cristina Scharf — Foto: Reprodução 2 de 8 Dominique Cristina Scharf — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Dominique Cristina Scharf — Foto: Reprodução 4 de 8 Dominique Cristina Scharf — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 5 de 8 Dominique Cristina Scharf — Foto: Reprodução 6 de 8 Dominique Cristina Scharf — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 7 de 8 Dominique Cristina Scharf — Foto: Reprodução 8 de 8 Dominique Cristina Scharf — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade Ela deixou a cadeia aos 65 anos, após mais de três décadas atrás das grades Com o passar do tempo, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, despertando a solidariedade da família. Depois de conquistar a confiança dos moradores, alterou a versão apresentada e afirmou que, na verdade, tinha apenas 11 anos, além de alegar ter sido vítima de abusos. Sensibilizado com a situação, o casal a convidou para morar na residência. A mulher chegou a participar de uma comemoração pelos seus supostos 12 anos e recebeu apoio para tratamento de emagrecimento com o medicamento Mounjaro. As suspeitas surgiram apenas no fim de maio, quando uma tia da família realizou buscas na internet e encontrou reportagens relacionadas a ocorrências semelhantes atribuídas à acusada em outros estados. A partir daí, o caso foi comunicado às autoridades e deu origem à investigação que resultou na prisão e, agora, na abertura da ação penal.
Mulher que se passou por criança de 12 anos é condenada em SC por estelionato e falsa identidade
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, está presa desde junho; defesa, que vai recorrer, alega que laudos apontam necessidade de tratamento psiquiátrico










