Presidente de associação diz que tarifas baixas, longas jornadas e inclusão de táxis agravam as condições de milhares de profissionais do Brasil, maioria estrangeira na categoria 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marcel Borges, com microfone, em protesto de trabalhadores de aplicativos no Porto — Foto: Arquivo pessoal para Portugal Giro Portugal tem quase mil motoristas brasileiros de aplicativos a mais que há um ano. É um aumento de 12% em relação a março de 2025. Eram 7.735 naquele período e são agora 8.651 os brasileiros inscritos no Instituto da Mobilidade e Transportes (IMT) como motoristas de transportes de passageiros. Os brasileiros são responsáveis por 20% do mercado, ficando atrás apenas dos 20 mil motoristas portugueses, 48% da categoria. Para Marcel Borges, presidente da Associação dos Imigrantes e Trabalhadores por Aplicação (ASITRAP), as condições de trabalho pioraram em um ano: — A situação só piorou: tarifas mais baixas, necessidade de trabalhar entre 12 e 14 horas diárias sem folgas para ganhar o salário mínimo nacional (€ 960/R$ 5,6 mil). O advogado criticou a aprovação no Parlamento da inclusão dos taxistas e seus veículos caracterizados na categoria, criando concorrência que antes era quase nula devido aos preços. — Foi o tiro de misericórdia. Significa mais pessoas para dividir uma demanda que é mal paga, de € 2,10 (R$ 12) por 7km — disse ele, vendo um lado positivo: — Como os taxistas têm maior representatividade no governo, poderão conseguir melhorias, pena que muitos não aguentam esperar, estão indo para seus países ou outras áreas. Ao lado dos demais imigrantes, os brasileiros formam a maior fatia dos motoristas de aplicativo em Portugal. Após o Brasil, os motoristas têm origem na Índia, Bangladesh, Paquistão, Angola, Cabo Verde, Itália, Argélia e Marrocos. A grande maioria (90%) é homem e tem entre 30 e 49 anos (61%). Estão concentrados em três grandes plataformas de transporte de passageiros.
Sobe número de brasileiros motoristas de aplicativos em Portugal, mas trabalho piora
Presidente de associação diz que tarifas baixas, longas jornadas e inclusão de táxis agravam as condições de milhares de profissionais do Brasil, maioria estrangeira na categoria







