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Apontado pelo CEO Global da TAP, Luís Rodrigues, como um dos principais ativos da empresa, que está em processo de privatização, sendo disputada pela Lufthansa e pela Air France-KLM, o Brasil terá 15 rotas de ligação com Portugal operadas pela companhia, pelas quais serão transportados 2,1 milhões de passageiros, garantindo 30% do faturamento total.“O Brasil é uma peça-chave e talvez um dos maiores ativos que a TAP tem neste momento. Acreditamos no potencial do país e nas oportunidades que ainda existem para aproximar ainda mais brasileiros e europeus”, afirma o executivo, lembrando que a empresa completa, neste ano, 60 anos de operação em território brasileiro.Em julho próximo, entrará em operação o voo ligando Lisboa a Curitiba, Paraná. E, em outubro, a rota entre a capital portuguesa e São Luís, no Maranhão. A empresa tem vários pedidos de novos voos em análise, entre eles, para João Pessoa, na Paraíba, e Goiânia, Goiás. “O país tem um potencial enorme de crescimento", acrescenta Rodrigues. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.Segundo o executivo, a expansão da malha aérea para o Brasil reforça uma estratégia de longo prazo da TAP e acompanha o crescimento do turismo e da demanda por ligações diretas entre a América do Sul e o continente europeu. Os portugueses, por sinal, assumiram a ponta dos turistas europeus que mais visitam o Brasil e são os que mais tempo permanecem no país — em média, 18 dias.PrivatizaçãoPara o CEO da TAP, a relação entre a empresa e o Brasil se fortaleceu ao longo dos anos, com Lisboa e Porto se tornando importantes portas de entrada para brasileiros na Europa e contribuindo para o desenvolvimento do turismo, dos negócios e do intercâmbio cultural entre os dois países. “O Brasil serviu muito bem a companhia nos últimos 60 anos e vai continuar ainda melhor nos próximos 60”, destaca.Especialistas que acompanham de perto a privatização da TAP ressaltam que, ao ser incorporada tanto pela Lufthansa quanto pela Air France-KLM, a empresa portuguesa passará a fazer parte de um grupo com o maior número de assentos disponíveis entre o Brasil e a Europa, como mostrou recentemente o Jornal Económico.Caso a TAP seja incorporada pela Air France-KLM, o total de assentos disponíveis para voos ao Brasil será de 2 milhões. Se a empresa portuguesa cair no colo da Lufthansa, o número de lugares em aviões chegará a 1,9 milhão. Nos dois casos, o resultado final será maior do que o total de assentos disponíveis para a Europa quando somadas as brasileiras Latam, Azul e Gol.HistóriaO primeiro voo direto da TAP para o Brasil foi realizado em 17 de junho de 1966, ligando Lisboa ao Rio de Janeiro. A data foi escolhida em homenagem aos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, que, 44 anos antes, haviam chegado à cidade carioca a bordo do hidroavião Santa Cruz, após cruzarem pela primeira vez o Atlântico Sul. Segundo a empresa, o voo inaugural transportou cerca de 80 passageiros.