Pressão aumenta internamente sobre o treinador, que deve deixar o cargo em caso de eliminação no torneio continental 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Luis Zubeldía vê pressão aumentar no Fluminense — Foto: Alexandre Cassiano A cada jogo ruim do Fluminense, aumenta a insatisfação da torcida com Luis Zubeldía. Ela voltou a xingar o treinador e entoou gritos de "time sem vergonha" no empate em 0 a 0 com o Independiente Rivadavia-ARG, na última terça-feira, no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Diante dessa crise crescente, a diretoria enxerga um claro sinal de desgaste no trabalho à beira do campo, mas não é do próprio perfil dela demiti-lo antes de decidir a vida no torneio na semana que vem. Apesar de ter sido sucedido por Mattheus Montenegro na presidência do clube, Mário Bittencourt, também xingado pela torcida na última partida, segue com grande influência nas decisões internas como diretor-geral e foi um dos maiores defensores da permanência de Zubeldía nos momentos de pressão até aqui. A ideia de evitar a demissão de um treinador vem desde os tempos em que foi vice-presidente de futebol e jurídico (entre 2014 e 2016). A saída de Mano Menezes, no ano passado, é considerada uma exceção à regra. Outro fator que ainda mantém Zubeldía é a falta de opções no mercado de treinadores às vésperas de uma decisão na Libertadores. Por outro lado, a eliminação do Fluminense no torneio deixaria a continuidade do técnico praticamente insustentável, já que, internamente, há o entendimento de que a equipe vem deixando a desejar coletivamente, o que também afeta o rendimento individual dos jogadores. Se a campanha do tricolor no Brasileirão era motivo de elogios a Zubeldía antes da Copa do Mundo, o retorno, marcado por atuações e resultados abaixo do esperado — são sete empates e uma derrota até aqui —, fez o comandante ser mais questionado dentro do clube, principalmente após a eliminação para o Vasco na Copa do Brasil. A equipe ocupa a quarta posição, com 35 pontos, mas a diferença para o líder Palmeiras é de 13, mesma distância para o Santos, que abre a zona de rebaixamento.
Fluminense vê desgaste no trabalho de Zubeldía, mas demissão antes de 'final' na Libertadores esbarra no perfil da diretoria
Pressão aumenta internamente sobre o treinador, que deve deixar o cargo em caso de eliminação no torneio continental
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