Partida de volta será na próxima terça-feira, às 19h (de Brasília), em Mendoza, na Argentina 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fluminense x Independiente Rivadavia pelas oitavas de final da Libertadores — Foto: Alexandre Cassiano O Fluminense segue sem vencer após a Copa do Mundo, o que aumenta a pressão sobre o técnico Luis Zubeldía. Em uma noite de vaias da torcida para Hulk e companhia, a equipe não conseguiu afastar a crise e ficou apenas no empate sem gols com o Independiente Rivadavia, nesta terça-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. A partida da volta será no mesmo dia da semana que vem, às 19h (de Brasília), em Mendoza, na Argentina. Vaiado durante o anúncio da escalação, Zubeldía aproveitou a pequena melhora de rendimento no clássico contra o Botafogo para, enfim, mudar de rota com mudanças no time titular. Em baixa, Lucho Acosta, Savarino e Canobbio foram barrados, enquanto Hulk, Soteldo e Castillo formaram o trio à frente. O treinador já disse que enxerga o ex-Atlético-MG mais como um segundo atacante do que propriamente um camisa 9. O meio-campo também passou por novidades: os volantes Martinelli, Hércules e Nonato preencheram o setor. Na zaga, Thiago Silva, recuperado de lesão na coxa direita, começou jogando ao lado de Ignácio, que foi o melhor jogador do Fluminense em meio à sequência negativa. Apesar das alterações, o momento conturbado se fez presente nos primeiros minutos, com o time errando passes bobos, o que mostrou certo nervosismo. Em uma dessas perdas de bola, o goleiro Fábio fez a sua primeira defesa em um chute fraco de Maxi Salas, que foi a peça de reposição do Independiente Rivadavia após Sebastián Villa voltar ao Boca Juniors. Com a menor média de posse de bola da Libertadores (37,8%), a equipe comandada pelo técnico Alfredo Berti fez jus a esse status ao alternar entre uma linha de quatro e cinco defensores, a depender da subida de Guga pelo corredor direito. Do outro lado, Soteldo era a válvula de escape do tricolor para chegar ao ataque, principalmente quando tinha a oportunidade de avançar à linha de fundo em duelos individuais. Foi justamente dessa maneira que o Fluminense teve a sua melhor chance no primeiro tempo. Aberto pela ponta esquerda, Soteldo passou por dois marcadores e chutou cruzado, mas a bola desviou na defesa. Na sobra, Hulk pegou muito mal de perna trocada (direita), o que deixou a torcida irritada. Em outra jogada que se originou com o venezuelano, Martinelli, que vinha tendo uma atuação abaixo do esperado, finalizou de fora da área com perigo. Apesar de o tricolor terminar a primeira etapa melhor do que começou, o desempenho ainda era pouco para um confronto de mata-mata da Libertadores. As vaias e xingamentos a Zubeldía e Mário Bittencourt, diretor-geral do clube, refletiam o que o torcedor via em campo até então. Em meio ao clima de insatisfação na arquibancada, o treinador promoveu as entradas de Lucho e Canobbio nos lugares de Hércules e Castillo, respectivamente. A maior contratação da história do clube segue acumulando atuações ruins e não justifica tamanho investimento. Quem também não correspondeu às expectativas até aqui foi Hulk, que empilhou erros técnicos, com direito a uma falta isolada de longe em seu último lance. O camisa 7 foi muito vaiado quando foi substituído por Cano. Antes disso, Fábio já havia operado um milagre em chute cruzado de Bonifacio. O goleiro fez outra grande defesa em outra oportunidade, mas ficou vendido em finalização na trave de Matías Fernández. Apesar de ainda ter dificuldades de ser mais contundente no ataque, o Fluminense teve mais volume com a entrada de Lucho. Mas nem assim a equipe conseguiu tirar o zero do placar.