O presidente Donald Trump talvez queira se desvencilhar do Oriente Médio. Mas o Oriente Médio não quer se desvencilhar dele.

No fim de semana, o presidente americano disse que sua nova estratégia seria "agir discretamente" no Irã, sugerindo que pretende pressionar o país persa a fechar um acordo sem que os Estados Unidos recorram a uma ação militar de grande escala.

Mas um duro lembrete dos limites do poder dos EUA na região veio de Israel: o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu disse no domingo (9) que estava descartando o plano de paz de Trump para a Faixa de Gaza.

Os dois conflitos no Oriente Médio evidenciam tanto a ânsia de Trump por proclamar vitória quanto sua incapacidade de impor sua vontade, apesar do enorme poderio militar que conseguiu mobilizar.

Trump está "claramente tentando encontrar uma saída com a aproximação das eleições de meio de mandato", disse Brian Katulis, pesquisador sênior do Instituto para o Oriente Médio, um centro de estudos de Washington. Em vez disso, prosseguiu Katulis, "a realidade está dando um tapa na cara dele".