Para o ex-presidente do BC, episódio ainda deve produzir lições para o sistema financeiro, citando o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como um dos pontos a serem discutidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central — Foto: Dado Galdieri/Bloomberg O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga afirmou nesta terça-feira que o caso envolvendo o Banco Master não decorreu de uma falha no desenho da regulação bancária, mas em sua aplicação. “Foi uma falha da aplicação de uma regulação que, por si só, é difícil. Mas foi uma falha, eu diria, até grotesca”, disse o economista, durante mesa-redonda sobre regulação de mercados promovida pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo. Fraga afirmou que o episódio ainda deve produzir lições para o sistema financeiro e citou o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como um dos pontos a serem discutidos. “Talvez, a principal delas seja o próprio desenho do Fundo Garantidor de Créditos, que estava permitindo que esse banco captasse pagando CDI mais 6% em um depósito garantido pelo sistema", disse. “Essa solução trouxe problemas porque os incentivos ficaram meio tortos”, disse Fraga, ao tratar dos mecanismos de proteção criados para lidar com crises bancárias. No mesmo painel, o ex-presidente do BC também afirmou que o desenvolvimento do mercado de capitais no Brasil segue limitado pelo nível elevado dos juros. Segundo ele, é difícil imaginar uma expansão mais forte da cadeia que vai do capital de risco às ofertas em bolsa, enquanto títulos públicos oferecem retornos reais altos. “Não existe caminho voluntarista para baixar juro”, afirmou.
Arminio Fraga vê ‘falha grotesca’ na aplicação da regulação no caso Master
Para o ex-presidente do BC, episódio ainda deve produzir lições para o sistema financeiro, citando o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como um dos pontos a serem discutidos









