Centro de artes cênicas tentou processar Chuck Redd, que suspendeu concerto de véspera de Natal, mas terá de compensá-lo em US$ 252 mil, por decisão de juíza baseada em norma que pune assédio judicial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trabalhadores começam a retirar o nome de Donald Trump da fachada do Kennedy Center, em Washington — Foto: Alex Kent/NYT RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A decisão judicial que determinou o pagamento de US$ 252 mil para cobrir os custos de defesa do jazzista Chuck Redd baseou-se em uma lei que protege cidadãos contra processos abusivos. Sob a gestão de aliados de Donald Trump, o futuro do Kennedy Center é incerto, com atividades suspensas e planos de fechamento para reformas contestados na Justiça. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A juíza Tanya M. Jones Bosier, do tribunal superior de Washington, D.C., ordenou que o Kennedy Center pague mais de US$ 250 mil a Chuck Redd, um músico de jazz que em dezembro cancelou a apresentação anual da véspera de Natal que fazia no local há quase 20 anos. Vibrafonista e baterista, Redd cancelou o concerto depois que o nome do presidente Donald Trump foi adicionado à fachada do centro de artes. O Kennedy Center pedindo US$ 1 milhão em indenização de Reed na Justiça. Mas em junho, a juíza Bosier rejeitou a ação por quebra de contrato, acolhendo o pedido dele para extinguir o processo com base na lei anti-Slapp (sigla para Ações Judiciais Estratégicas Contra a Participação Pública) do distrito. O Slapp é uma norma criada para proteger jornalistas, ativistas, cientistas e defensores de direitos humanos contra o assédio judicial, em processos movidos para intimidar, esgotar recursos financeiros e silenciar críticas. Em uma nova decisão na segunda-feira (10), Bosier determinou que o Kennedy Center pague a Redd US$ 252.479,70 para cobrir honorários advocatícios e outras despesas judiciais. O centro de artes cênicas federal informou que pretende recorrer da decisão. Em uma declaração enviada por e-mail à emissora de notícias pública NPR, uma das advogadas de Redd, Lisa J. Banks, afirmou que "nenhum cidadão deveria ter de gastar tempo e dinheiro para se defender de processos infundados e motivados politicamente, movidos pela administração Trump". Em junho, o centro removeu o nome do presidente da fachada do complexo, em cumprimento a uma decisão de um tribunal federal. Trump — que, em fevereiro de 2025, destituiu o presidente, o presidente do conselho e os membros do conselho do Kennedy Center, substituindo-os por aliados próximos e apoiadores — permanece como presidente do conselho. O futuro do Kennedy Center continua incerto. A maior parte de sua programação pública e de suas atividades educacionais continua suspensa. Trump havia anunciado planos de fechar o complexo a partir de 5 de julho para dois anos de reformas extensas, mas o Tribunal Distrital Federal de Washington ordenou que a administração do complexo apresentasse atualizações de seus planos de obras, da programação e de acesso do público. O juiz responsável por esse caso, Christopher R. Cooper, havia concedido prazo ao conselho para analisar e votar tais planos. O conselho deve se reunir este mês para votar um plano de ação futura, mas, na semana passada, o jornal The Washington Post noticiou que legisladores democratas integrantes do conselho do centro ainda não haviam recebido avaliações ou planos atualizados para análise antes da reunião.